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Finanças pessoais

Compre junto para poupar mais

Redes de “atacarejo” podem ser opção para famílias grandes ou compras entre amigos

  • PorJoão Pedro Schonarth
  • 28/05/2011 21:03
Fabier Galbiati: compras no “atacarejo” para abastecer o quiosque | Antônio More / Gazeta do Povo
Fabier Galbiati: compras no “atacarejo” para abastecer o quiosque| Foto: Antônio More / Gazeta do Povo
  • Os produtos mais baratos foram encontrados em mercados de atacarejo. Compare

A compra coletiva é uma febre da internet que, se fosse aplicada na "vida real", poderia trazer economia para os consumidores, de acordo com especialistas. A compra em grupo é uma opção viável para pessoas que buscam ofertas nos "atacarejos" – uma mistura de atacado com varejo –, mercados que vendem produtos com preços mais em conta quando comprados em quantidade. Esse tipo de comércio também pode ser uma boa alternativa para famílias numerosas, que têm um grande consumo.

A reportagem da Gazeta do Povo esteve na última semana em alguns mercados de Curitiba para comparar preços de alguns produtos que fazem parte das compras das famílias brasileiras. A maior diferença entre os valores foi encontrada no pacote de bolacha Trakinas (154 gramas) – a variação chegou a 51%. A menor diferença está no preço do leite, grande trunfo das promoções dos mercados convencionais: o litro saiu mais barato nos supermercados que nos "atacarejos" (compare os preços no quadro).

Para aproveitar mais essas vantagens, o professor de Finanças Pessoais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Carlos Magno Bittencourt explica ser importante que os produtos sejam compartilhados. "Se uma pessoa for ao mercado e comprar em grande quantidade, pode depois distribuir entre os familiares e amigos. Com isso, tira proveito do preço e não fica com tantos pacotes em casa", diz. "Se o produto for consumido com uma intensidade maior na família, o consumidor pode, sozinho, fazer esta compra para ter acesso ao preço mais baixo."

A coordenadora do laboratório de orçamento familiar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ana Paula Cherobim, também sugere a compra coletiva, mas faz uma ressalva sobre os relacionamentos. "A família e os amigos precisam conviver muito bem para que a compra possa ser dividida sem problemas. Mas a experiência que temos é de briga no ambiente quando acontece a divisão. Sempre tem aquele que não paga ou aquele que reclama que é o único que faz a compra", diz. "Às vezes a economia não compensa o stress." A coordenadora diz que é vantajoso fazer compra nestes mercados quando a família tem mais de seis pessoas, ou em ocasiões especiais, como festas ou para a temporada na praia.

Os supermercados de "atacarejo" geralmente cobram dois valores em cada produto: um para a compra unitária e outro para o produto em quantidade. Um dos principais problemas na compra nestes mercados é que o custo para levar a quantidade mínima exigida é muito alto. "A pessoa gasta muito do orçamento em um produto único, comprometendo a renda do mês para comprar apenas arroz, por exemplo", afirma o professor da PUCPR.

Entre os principais beneficiados por esta modalidade de compras estão os proprietários de pequenos estabelecimentos de bairro e donos de restaurantes. O comerciante Fabier Alessandrio Galbiati é um deles. Ele vai semanalmente ao mercado de "atacarejo" para comprar produtos para o seu quiosque, mas sempre acaba levando algo para ser consumido em casa. "É uma rotina vir aqui. Acho mais conveniente comprar em quantidade, porque eu faço estoque em casa dos produtos."

De todos os locais pesquisados, o Sam’s Club e o Makro exigem a apresentação do cartão fidelidade para fazer as compras. Para se tornar sócio do clube de compras Sam’s Club, é preciso fazer um cartão com validade de 12 meses e com taxa de anuidade de R$ 45. No Makro, o consumidor precisa apresentar RG e CPF para fazer um passaporte para as compras. Os demais estabelecimentos estão abertos sem restrições.

Produtos de limpeza e higiene pessoal são os favoritos dos clientes

Os consumidores precisam prestar atenção na data de validade dos alimentos comprados nos "atacarejos", pois a quantidade mínima necessária para garantir o preço mais baixo pode ser maior que o consumo mensal da família. Em geral, os produtos de limpeza e de higiene pessoal apresentam um bom custo-benefício, pois necessitam apenas de um local adequado para guardá-los para durar bastante tempo.

Na pesquisa feita pela reportagem foi constatada uma diferença de 47% nos preços do sabonete Francis Clássico – o valor variou de R$ 0,71 no "atacarejo" a R$ 1,05 no mercado convencional. "Produtos de limpeza e de higiene pessoal podem ser comprados em quantidade, porque o uso é diário e eles se esgotam rapidamente. Este tipo de mercado tem conquistado uma fatia importante das vendas", avalia o professor da PUCPR Carlos Magno Bittencourt.

A cada dois meses

A administradora Scheyla Aoto Franco de Lima tem uma técnica própria para comprar em mercados de atacado: vai a cada dois meses para adquirir principalmente produtos de limpeza. "Sabão em pó, detergente e papel higiênico são os produtos que têm preços muito atraentes. Um problema que encontro é em relação a frutas e verduras, que não têm variedade e ainda são mais caras. Compro produtos de limpeza em atacado e comida em mercados convencionais", ensina.

Já a fotógrafa Letícia Dranczukwe vai uma vez por mês a um desses mercados de "atacarejo" para fazer a compra mensal – o famoso "rancho". "É muito mais prático comprar em grandes quantidades para não precisar ir ao mercado toda hora", diz. "Eu não tenho problemas em levar produtos em maior quantidade porque tenho uma boa despensa. Os produtos de limpeza são os mais vantajosos, comparando com os mercados convencionais, e os importados têm um preço muito bom também."

Foco

A coordenadora do laboratório de orçamento familiar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ana Paula Cherobim, ressalva, porém, que muitas vezes a economia pode ser perdida caso o consumidor não tenha foco no que vai comprar. "Como a oferta de produtos é muito grande, é possível que a pessoa vá ao mercado para adquirir uma coisa para economizar e acabe gastando mais porque levou algo que viu por acaso", diz. "Outra questão que as pessoas precisam analisar é se elas querem ficar com aquelas 20 latas de óleo de soja, por exemplo, guardadas na despensa por uns seis meses."

Para o problema de comprar em quantidade maior do que a utilizada em casa, o professor Bittencourt, da PUCPR, dá uma dica valiosa: "Se o consumidor comprar 20 caixas de sabão em pó, por exemplo, a R$ 5 a unidade, pode vendê-la para familiares e amigos por R$ 6, por exemplo. É um rendimento muito maior que o da poupança ou de muitas aplicações na bolsa de valores", ressalta o professor.

Serviço: A pesquisa de preços foi feita no Makro do Guaíra (Avenida Presidente Wenceslau Braz, 1046 – 41-3330-1500), no Armazém da Maria do Hauer, (Linha Verde, 14.397 – 41-3207-4000), no Maxxi Atacado do Jardim das Américas (Avenida Coronel Francisco H. dos Santos, 1450 – 41-3901-6377), no Sam’s Club do Atuba (Estrada da Ribeira, 144 – 41-2141-6200), no Condor Torres (Avenida Comendador Franco, 6005 – 41-3888-2226) e no Mercadorama Jardim das Américas (Rua Ana Bertha Roskamp, 10 – 41-3901-6266).

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