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Comprometimento ideal é de 20% da renda familiar

Feirão da Caixa oferecerá 6,7 mil unidades novas no próximo fim de semana | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Feirão da Caixa oferecerá 6,7 mil unidades novas no próximo fim de semana (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

O 7.º Feirão de Imóveis, que será promovido pela Caixa Econômica Federal (CEF) nos dias 13, 14 e 15 de maio, é uma boa oportunidade para quem sonha ter a casa própria, por ter milhares de ofertas à disposição em um só local. Mas o desejo de realizar a compra e as facilidades no financiamento – que pode chegar a longos 20 ou 30 anos – oferecem riscos se não forem bem avaliados. O padrão dos bancos é aprovar parcelas que chegam a até 30% da renda apresentada pelo interessado, mas trabalhar perto deste limite é perigoso, avaliam os especialistas.

O ideal é comprometer no máximo 20% da renda para destinar ao financiamento, avalia o professor de Economia Financeira da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Guilherme Silva Vieira. Ele cita como exemplo o caso clássico do casal que une as rendas para conseguir encaixá-las no limite permitido pelo banco. "Se a situação piorar e o comprador está trabalhando com esse limite, o risco de cair no cheque especial e ficar inadimplente é praticamente certo", diz Vieira.

O especialista lembra que, além do valor a financiar, há ainda os custos com tributação e taxas, que não são pequenos. Um imóvel de cerca de R$ 200 mil demandará em torno de R$ 6 mil só para firmar contrato. Dependendo do imóvel, existe ainda a possibilidade de ter de fazer reformas ou complementar o acabamento, lembra o economista Gerson Lima, especialista em políticas econômicas. "Imóveis novos normalmente são entregues ‘pelados’, sem piso, por exemplo. E ainda será preciso comprar móveis e equipar o local", diz.

Para uma renda de R$ 4,5 mil, são aprovadas parcelas de até R$ 1.350. Se o comprador levar em conta a orientação de direcionar até 20% da renda para compra, o valor máximo a comprometer cairia para R$ 900, permitindo usar os outros R$ 450 para outras despesas ou a criação de uma poupança.

Novo ou usado?

É grande a oferta de lançamentos nos últimos anos. Somente no Feirão da Caixa serão ofertados 8,5 mil imóveis na planta, quase a metade dos 19 mil que estarão à disposição para compra durante os três dias de evento – e mais que o dobro da quantidade de usados, que são 3,8 mil. Há outras 6,7 mil unidades novas.

A sugestão é dar atenção especial aos imóveis usados. O metro quadrado dos projetos recentes custa, em média, R$ 4 mil, aponta Vieira; os usados saem, muitas vezes, por menos da metade deste preço. "A inflação está muito mais evidente nos imóveis novos. Na prática, quem tem um terreno consegue construir a R$ 1 mil por metro quadrado", diz. "Esses valores são absurdos, e o único aspecto que justifica isso é o boom imobiliário. Sem contar que em muitos casos a forma de quantificar não é por área privativa: áreas coletivas acabam entrando no cálculo", avisa.

O usado oferece ainda particularidades que os imóveis novos não têm e podem atender a perfis específicos, como box no banheiro e armários embutidos, um dinheiro agregado que valoriza a unidade, destaca Luiz Fernando Gottschild, presidente do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

Serviço:

7º Feirão da Casa Própria, no Marumby Expo Center – Avenida Presidente Wenceslau Braz, 1.046, Vila Guaíra, Curitiba. Dias 13 e 14, das 10 às 21 horas, e dia 15, das 10 às 18 horas. Não se esqueça de levar CPF, RG e comprovante de residência do mês. Informações pelo telefone 0800-7260101 e pelo site www.feirao.caixa.gov.br

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