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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 4,3% em agosto na comparação com julho ao passar de 111,7% para 116,5 pontos, recuperando parte da perda registrada no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas nesta quarta-feira (28). Em julho, o indicador havia recuado 6,4 por cento, atingindo o menor nível desde junho de 2009.

"O movimento caracteriza-se como de acomodação, sendo ainda insuficiente para reverter a trajetória declinante da confiança observada desde o final do ano passado", avalia a FGV.

De acordo com a FGV, em agosto o aumento da confiança foi disseminado, atingindo 10 das 12 atividades pesquisadas, com destaque para a alta de 13,6 por cento do segmento de serviços de informação.

O Índice da Situação Atual (ISA-S) registrou alta de 3,2 por cento em agosto ante julho, contra recuo de 6,4 por cento anteriormente. O quesito sobre a situação atual dos negócios foi o que mais contribuiu para o resultado do ISA-S, com alta de 6,2 por cento.

Das empresas consultadas, a proporção das que avaliam a situação atual como forte passou de 20,4 por cento em julho para 23,7 por cento em agosto, enquanto a parcela das que a consideram fraca caiu de 20,7 por cento para 17,8 por cento.

Por sua vez, o Índice de Expectativas (IE-S) mostrou avanço de 5,2 por cento em agosto, ante queda de 6,5 por cento em julho. No IE-S, a principal influência para o resultado veio do indicador que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes, que subiu 8,7 por cento.

A proporção de empresas prevendo uma situação melhor no futuro subiu de 35,0 por cento em julho para 43,7 por cento em agosto, enquanto a parcela daquelas prevendo piora caiu de 9,1 por cento para 6,9 por cento.

A confiança tem sido um ponto fraco da economia nos últimos meses, com queda tanto das empresas quanto dos consumidores principalmente após os protestos em junho, com potencial de pesar sobre a expansão. "O resultado (do ICS) pode ser atribuído, em parte, à devolução da queda expressiva no mês anterior, mas é ainda insuficiente para configurar interrupção na trajetória recente de declínio da confiança empresarial na atividade de serviços", completou a FGV.

Pesquisa da Reuters apontou que a economia provavelmente acelerou no segundo trimestre, crescendo 0,9 por cento, mas deve perder fôlego rapidamente no restante do ano, tendo uma expansão de apenas 0,1 por cento no terceiro trimestre e encerrando 2013 com expansão de 2,1 por cento.

O IBGE divulga os números do PIB do segundo trimestre na próxima sexta-feira.

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