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A crise financeira internacional não vai atrapalhar as festas de final de ano, disse ontem pela manhã o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós vamos ter um Natal extraordinário no Brasil. A crise não chega do mesmo tamanho em todos os países do mundo. Se chegar [aqui], será em uma proporção muito menor do que está chegando aos Estados Unidos, onde é o epicentro da crise, ou à Europa", afirmou, recomendando em seguida: "Todos nós precisamos nos preparar para comprar tudo aquilo que a gente sonha comprar no Natal e torcer para que o Ano Novo seja infinitamente melhor".

Os comentários foram feito, em Brasília, durante entrevista a alguns portais da internet. À tarde, quando almoçava com um grupo de presidentes de empresas brasileiras e americanas, Lula voltou ao assunto, lançando uma ressalva. "Pode continuar comprando, sim, mas comprando o necessário, o que o salário pode pagar."

O presidente respondeu às críticas de que teria subestimado a crise – na semana passada, ele disse que as suas conseqüências seriam apenas uma "marolinha" para o país. "Tenho mostrado mais otimismo do que alguns gostariam que eu mostrasse, porém eu tento ser realista. Não sou chegado a vender catástrofe quando não estou vendo catástrofe. Conheço o Brasil e outras crises que o Brasil já enfrentou, e sei que a economia agora está em melhores condições de passar por essas turbulências porque está sólida, produtiva", frisou.

Ainda em Brasília, Lula destacou que jamais criará pânico e que não anunciará nenhum pacote pois, segundo ele, esse tipo de medida levou o país "a quebrar a cara várias vezes." "Quando vou visitar alguém no hospital, quando alguém está doente, não fico contando pra ele quantas pessoas já morreram daquela doença, eu fico contando das pessoas que se curaram", salientou.

Lula ressaltou que, se necessário, ajudará empresas brasileiras em dificuldades a conseguir empréstimos. No entanto, de acordo com Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, que também participou do encontro com os empresários na capital paulista, esse eventual auxílio não será um "presente". "O governo não foi procurado por nenhuma companhia, mas, se for, o que pode oferecer é crédito, e os financiamentos serão pagos", afirmou.

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