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Quatro partidas consecutivas sem marcar um gol sequer em Copas do Mundo. Críticas da imprensa e de antigos ídolos. Craque e técnico do time fora de sintonia. Na seleção da França, mais do que manter as chances de classificação para as oitavas-de-final da Copa do Mundo, a partida contra a Coréia do Sul neste domingo, às 16h (de Brasília), em Leipzig, significa a chance de um cessar-fogo.

Após o empate por 0 a 0 na estréia, contra a Suíça, Zidane e companhia ouviram tudo que não queriam. A alta média de idade da seleção, questionada desde a convocação, voltou a ser manchete. Por outro lado, o jovem Franck Ribéry, que viveu uma comoção nacional pela sua entrada, decepcionou e volta para o banco. Malouda estreará na Copa.

Para o craque Zizou, entretanto, é pouco. Havia pedido ao técnico Raymond Domenech mais atacantes no time e não será atendido. As rusgas entre os dois só aumentam. Zidane, que já não falava o nome de Domenech nas entrevistas coletivas, terá que se contentar com Henry como referência.

Se não der resultado, os franceses igualarão um feito digno da Bolívia no futebol. A seleção sul-americana é recordista de partidas consecutivas sem fazer gols em Copas do Mundo, com cinco - duas em 1930, uma em 1950 e duas em 1994.

- O jogo não será mais fácil (que o empate com a Suíça), pelo contrário, talvez seja mais difícil. Eles (os coreanos) são muito rápidos, atrás e na frente. Além disso, têm um jogo diferente que pode ser perigoso - comenta Domenech.

A Coréia do Sul, por sua vez, estreou com uma das duas únicas viradas da Copa do Mundo até aqui. Bateu Togo por 2 a 1, primeira vitória fora de casa em um Mundial, e empolgou sua imensa torcida cor-de-rosa. A euforia das semifinais de 2002 continua.

- A França precisa desesperadamente de uma vitória e deverá atacar. Isso nos permitirá jogar no contra-ataque, sobretudo no segundo tempo. Aí seremos muito agressivos - diz o atacante Jung-Hwan Ahn, que marcou um gol contra Togo e será titular.

A situação do grupo G começa a se definir neste domingo, mesmo dia em que o zagueiro Liliam Thuram torna-se um dos jogadores que mais vestiu a camisa da França na história (116), junto com Marcel Desailly. Para uma comemoração completa, só com um cessar-fogo. Paz na Alemanha, só se a artilharia funcionar.

FRANÇA X CORÉIA DO SUL

Local: Zentralstadion, em Leipzig (Alemanha)Horário: 16h (de Brasília)Árbitro: Benito Archundia (México)Auxiliares: Jose Ramirez e Hector Vergara (ambos do México)

FRANÇABarthez; Sagnol, Thuram, Gallas, Abidal; Makelele, Vieira, Wiltord, Zidane, Malouda; HenryTécnico: Raymond Domenech

CORÉIA DO SULWon-Jae Lee; Chong-Gug Song, Young-Chul Kim, Jin-Cheul Choi e Eul-Young Lee; Jin-Kyu Kim, Lee Ho, Ji-Sung Park e Chun-Soo Lee; Jung-Hwan Ahn e Young-Pyo LeeTécnico: Dick Advocaat

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