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As operadoras tiveram prazo até 31 de julho deste ano para modificar o sistema de cobrança de ligações locais do telefone fixo. O que antes era tarifado por pulsos agora é cobrado por minuto. Desenvolvido pela Anatel, o mecanismo tem por objetivo tornar a tarifação mais transparente e permitir ao consumidor a adoção de um plano mais adequado ao seu perfil de uso, com a opção de solicitar o detalhamento das chamadas.

Foram oferecidos aos clientes pelo menos dois planos, um básico e o Plano Alternativo de Oferta Obrigatória (Pasoo). Este último é mais vantajoso para quem faz ligações longas, com mais de 2,5 minutos, ou usa internet discada.

O usuário que não fez a opção foi transferido automaticamente para o plano básico, mas pode mudar para o alternativo a qualquer momento. As contas com a nova tarifação começaram a ser enviadas aos usuários entre agosto e setembro, dependendo da data de vencimento.

A Brasil Telecom informou que apenas 5% de seus clientes migraram para o Pasoo. Com isso, de acordo com a operadora, muitas pessoas, dentre os 95% que permanecem no plano básico, podem estar usando mais do que os 200 minutos a que têm direito na franquia básica e, com isso, pagando mais caro pelos minutos excedentes. A Sercomtel informou que, de seus 160 mil clientes, 1.830 (ou 1,1%) migraram para o Pasoo.

Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a metodologia e divulgação do novo cálculo confunde o consumidor, que por isso relutou em trocar de plano, o que resultou em "aumentos absurdos dos preços das ligações acima de 2,5 minutos".

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