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Crise elétrica engorda o caixa da Compagas

Faturamento da distribuidora passou de R$ 2 bilhões com a venda de gás natural para a termelétrica UEG Araucária

  • Fernando Jasper
Base do Gasoduto Bolívia-Brasil em Araucária: fornecimento de combustível para termelétrica quadruplicou receitas da Compagas. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Base do Gasoduto Bolívia-Brasil em Araucária: fornecimento de combustível para termelétrica quadruplicou receitas da Compagas. Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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A crise do setor elétrico fez muito bem ao caixa da Compagas, companhia responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Paraná. A venda de combustível para a usina termelétrica de Araucária (UEG Araucária) – que funcionou praticamente o ano todo para ajudar a poupar reservatórios de hidrelétricas – multiplicou por quatro o faturamento da distribuidora, que saltou de R$ 483 milhões em 2013 para a marca recorde de R$ 2,034 bilhões no ano passado. O lucro líquido, por sua vez, subiu de R$ 18 milhões para R$ 60 milhões.

Até 2013, a Compagas fazia apenas o transporte do gás natural até a UEG Araucária, e era remunerada por isso. A partir do ano passado, a companhia passou também a vender o combustível, que compra da Petrobras. O contrato de suprimento foi assinado em fevereiro, na mesma época em que a Copel – controladora da Compagas – reassumiu a operação da usina termelétrica, que havia ficado sete anos arrendada para a Petrobras.

O volume vendido pela Compagas para todas as classes de clientes subiu 169%, de 1,042 milhão para 2,803 milhões de metros cúbicos por dia. A maior parte desse aumento se deve justamente à comercialização de gás para a UEG, que passou de zero para 1,744 milhão de metros cúbicos diários. O fornecimento de gás para a termelétrica responde, portanto, por mais de 60% de todas as vendas da Compagas.

Também teve crescimento significativo o fornecimento para a classe industrial, que aumentou 16%, para 627 mil metros cúbicos por dia. Em 2014, a Compagas fechou contrato com 15 empresas industriais, entre elas a Evonik, fabricante de especialidades químicas com fábrica em Castro (Campos Gerais), que sozinha consome cerca de 15 mil metros cúbicos de gás natural em sua linha de produção.

A companhia conquistou mais de 5 mil clientes residenciais no ano passado, elevando para 25,5 mil o número de unidades consumidoras desse segmento, o que faz da Compagas a terceira maior distribuidora brasileira de gás natural para residências. Em termos de volume, no entanto, essa classe ainda é pouco significativa: o consumo residencial diário subiu 8%, para 15,2 mil metros cúbicos por dia. O consumo do comércio ficou estável, em 14,8 mil metros cúbicos diários.

Embora 450 carros tenham passado a integrar a frota estadual de veículos movidos a gás natural veicular (GNV), as vendas para esse segmento caíram 3%, para 90,1 mil metros cúbicos diários. Em nota, a Compagas disse esperar crescimento nessa área em 2015, uma vez que o forte aumento de preços do álcool e da gasolina pode estimular consumidores a migrar para o GNV.

Investimentos

No ano passado, a Compagas investiu R$ 81,4 milhões, o dobro do valor desembolsado em 2013 (R$ 40,4 milhões). Os recursos foram aplicados principalmente na ampliação da malha de dutos, que aumentou 80 quilômetros, chegando a um total de 726 quilômetros. Para 2015, a perspectiva de investimentos é de R$ 85 milhões, para a construção de 65 quilômetros de rede e a captação de 5 mil novos consumidores.

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