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Economia

Crise financeira não vai mudar estratégia do BC, afirma Meirelles

Segundo ele, inflação continua no centro das políticas do Banco Central. Presidente do BC destacou importância das reservas contra a turbulência

  • PorG1/Globo.com, com agências
  • 20/10/2008 16:04
Henrique Meirelles, presidente do Banco Central (BC) | AFP
Henrique Meirelles, presidente do Banco Central (BC)| Foto: AFP

O presidente do Banco Central (BC),Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (20), em São Paulo, que "engana-se quem vê uma mudança de estratégia na atuação" da autoridade monetária. Ele afirmou que as metas da inflação continuam no centro das estratégias do BC.

Em discurso durante a posse da nova diretoria da Associação Nacional de Bancos de Investimento (Anbid), ele ressaltou a importância do sistema de metas de inflação para a estabilidade da economia. "Temos um compromisso é com o regime de metas para a inflação. É importante que isso esteja bem claro para a sociedade", disse.

Inflação

Por isso, explicou, as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juros, atualmente em 13,75% ao ano, continuarão a ser determinadas primordialmente pela flutuação de preços. "As decisões do Copom continuarão, em suma, a ser condicionadas pelas nossas projeções de inflação e o balanço de riscos associados a essas projeções."

Para Meirelles, o sistema de metas de inflação e a economia para o pagamento de juros da dívida são um fator de segurança para o Brasil, pois garantem que a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) continue em trajetória de queda. Por isso, o BC vai levar em conta o que acontece atualmente nos mercados ao tomar decisões, mas impedirá o uso de "artificialismos que podem gerar desequilíbrios".

Reservas

Segundo Meirelles, as reservas brasileiras em dólar, embora tenham sido criticadas no passado, compõem um vasto arsenal de recursos contra a crise. Meirelles lembra que, com o país credor em dólar, a desvalorização do real acaba trabalhando em favor das contas do país. "A cada 10% de depreciação do real, existe uma queda de 1,1% percentual da dívida líquida em relação ao PIB".

O presidente do Banco Central disse também que as reservas e as condições marcoeconômicas do país fazem com que a crise afete a economia de forma mais branda que no passado. "Foi por ter acumulado um volume expressivo de reservas no período de bonança que agora dispomos de um vasto arsenal de recursos para promover a adequada liquidez do sistema."

Meirelles disse que as reservas brasileiras - atualmente em torno de US$ 200 bilhões - permitirão que o BC faça os leilões de moeda estrangeira para o financiamento de empresas exportadoras nacionais. "Essas medidas devem mitigar os impactos da crise internacional no Brasil. Mas não temos a ilusão de que o país está totalmente imune ao que ocorre no exterior", frisou.

Regulação

Ele afirmou ainda que o mercado de bancos de investimento no Brasil não sofre com os problemas de falta de regulação dos Estados Unidos, onde houve "quebra" de instituições do gênero. "No Brasil, (...) os bancos de investimento são regulados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil com regras prudenciais que estão entre as mais conservadoras do mundo", diz.

De acordo com Meirelles, a exigência de depósitos compulsórios elevados é um fator de segurança para a economia e também para a saúde financeira dos bancos. Recolhendo os compulsórios, essas instituições têm uma "garantia de liquidez mandatória", e o BC pode liberar os recursos desses depósitos conforme a necessidade, irrigando o sistema com dinheiro novo.

Crescimento

Quanto ao crescimento econômico, ele disse acreditar que a demanda doméstica continuará a alimentar a expansão do PIB brasileiro nos próximos meses, ainda que em ritmo mais modesto. Meirelles alertou que as economias emergentes que dependem mais fortemente das exportações terão de fazer um "ajuste rápido" por conta da desaceleração das grandes economias mundiais.

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