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De olho na liderança, Lenovo leva a CCE

Companhia chinesa, segunda maior do mundo no setor, pagou R$ 300 milhões pela empresa, valor que pode aumentar, dependendo do desempenho

  • PorBreno Baldrati
  • 05/09/2012 21:25
Yang, da Lenovo: pelo menos por um tempo, a empresa deve manter as duas marcas no mercado | Nacho Doce /Reuters
Yang, da Lenovo: pelo menos por um tempo, a empresa deve manter as duas marcas no mercado| Foto: Nacho Doce /Reuters

Bolsa

Ações da Positivo "devolvem" valorização e caem 15,55%

Cristina Rios

Depois de subirem 13,72% na terça-feira, em meio a boatos sobre a sua venda para a chinesa Lenovo, as ações da Positivo devolveram ontem os ganhos do dia anterior. Os papéis da empresa fecharam o pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com queda de 15,55%, cotados a R$ 5,32.

O anúncio da aquisição da CCE pela Lenovo trará um incômodo para a Positivo, líder do mercado. A companhia chinesa espera dobrar a participação nas vendas de computadores no Brasil, para 14%. A Lenovo já havia tentado comprar a Positivo em 2008, mas a companhia paranaense recusou a oferta, de 18 por ação, na época. A Positivo há tempos é líder nesse mercado, mas agora, ao que tudo indica, pode ganhar um adversário disposto a ganhar espaço em vendas.

A valorização atípica dos papéis Positivo na terça-feira também foi influenciada pelo anúncio da entrada da fabricante de computadores no mercado de celulares e smartphones. Os aparelhos devem começar a ser vendidos em novembro. No mesmo dia, no fim da noite, a Positivo enviou um comunicado ao mercado negando qualquer operação com a Lenovo.

Cingapura na Copel

Outra empresa de capital aberto com novidades é a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Em comunicado, a empresa informou que o governo de Cingapura passa a deter 5,11% de participação acionária na empresa. Desse total, 4,13% pertence ao próprio governo e 0,98% é da autoridade monetária do país.

Na declaração, o governo informou que o seu interesse se estende somente à manutenção do portfólio de negociação diversificado, não tendo interesse em alterar a composição do controle nem as estruturas administrativas da Copel. Na semana passada, o governo de Cingapura também aumentou exposição acionária na Cetip, que atua como integradora no mercado financeiro, justificando-se com o mesmo interesse em diversificar o portfólio.

Participação

7% das vendas de computadores do Brasil é a fatia conjunta de Lenovo e CCE. O objetivo da companhia é dobrar essa participação em três anos e, no futuro, alcançar a liderança, que hoje está nas mãos da paranaense Positivo Informática.

Após uma tentativa fracassada de comprar a Positivo Informática em 2008, a Lenovo anunciou ontem a aquisição de uma empresa no Brasil para tentar expandir sua atuação no país. A Digibrás, controladora da marca de eletrônicos CCE, foi comprada pela fabricante chinesa por R$ 300 millhões, de acordo com a agência de notícias Reuters. O valor pode ser ajustado dependendo de indicadores de desempenho, que serão avaliados até 2016. A confirmação da venda ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A aquisição é parte da estratégia da companhia chinesa de solucionar os problemas que vem enfrentando na operação brasileira e desbancar o longo reinado da Positivo nesse mercado. Segunda maior empresa de PCs do mundo e líder em mercado emergentes como China, Índia e Rússia, a Lenovo sofre no Brasil com um fraco sistema de distribuição e com o alto custo dos impostos de importação sobre a margem de lucro das vendas. A aquisição pode alterar esse cenário. A CCE tem conhecimento sobre a logística do varejo no país e, com fábrica no Brasil, a empresa passa a receber diversas isenções tributárias.

A compra deixa a empresa com 7% do mercado brasileiro. A meta é ser líder em três anos. "Já somos lideres no mercado emergente. Agora queremos fazer o mesmo no Brasil", disse o CEO global da Lenovo, Yang Yuanqing, que estava presente no anúncio ontem, em São Paulo.

Outro objetivo da empresa é ganhar expertise na fabricação de produtos da linha PC+ – além de PCs, smartphones, tevês e tablets –, área em que a CCE já atua no Brasil. Num primeiro momento, ambas as marcas vão continuar no mercado. A troca de conhecimento na fabricação dos produtos deve ser uma via de duas mãos. A Lenovo atua na produção de smartphones no mercado asiático e tem intenção de melhorar os produtos da marca CCE.

Histórico

Fundada em em 1964, a CCE é a maior fornecedora de eletrônicas para escolas públicas no país – além de televisores, a empresa fabrica laptops e tablets educacionais. Foram vendidos mais de 80 milhões de produtos da marca, sendo 30 milhões de televisores. A companhia tem sete unidades e 2 mil funcionários. A maior fábrica fica na Zona Franca de Manaus. A unidade passa a ser usada também para a fabricação de produtos da Lenovo. Hoje, a chinesa opera só com PCs e laptops no Brasil, além de um tablet voltado para o mercado corporativo. A CCE, por sua vez, atua com a venda de smartphones, celulares, tevês, laptops, tablets, aparelhos de DVD e de som. "A CCE, com o seu portfólio completo, é a parceria perfeita para a Lenovo", disse Yuanqing.

O Brasil é hoje o terceiro maior mercado de PCs do mundo. A líder de vendas de computadores no país é a curitibana Positivo Informática, seguida pela HP e Samsung. De acordo com Yuanging, ainda há muito espaço para crescimento. Enquanto em países desenvolvidos a taxa de computadores é de 88 para cada 100 habitantes, no Brasil ela é de 22 para cada 100.

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