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Desemprego fica em 5,3% em julho com renda estagnada, diz IBGE

Desemprego
Taxa de desemprego atinge menor nível para julho desde 2012, enquanto rendimento médio recua 0,7% e fica em R$ 3.762. (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo / arquivo)

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A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho e atingiu o menor nível para o mês desde o início da série histórica, em 2012, de acordo com dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (27). Apesar do avanço do emprego calculado pela Pnad Contínua, o rendimento médio do trabalhador ficou praticamente estável, sinalizando uma possível perda de força na recuperação da renda.

O índice recuou em relação aos 5,8% registrados no trimestre encerrado em abril e também ficou abaixo dos 5,6% de julho de 2025. A taxa veio exatamente dentro da expectativa do mercado e confirma a manutenção do desemprego em níveis historicamente baixos.

A queda foi acompanhada pela abertura de novos postos de trabalho, tanto formais como informais, com 899 mil pessoas foram incorporadas à população ocupada em um ano. Com isso, o índice calcula 103,3 milhões de trabalhadores, o maior número já registrado pelo IBGE.

Na comparação com o trimestre encerrado em abril, o mercado de trabalho ganhou 1 milhão de ocupados, alta de 1%. O número de desempregados caiu para 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, em relação ao trimestre anterior.

Na comparação anual, o recuo também foi expressivo, com 299 mil desempregados a menos, queda de 4,9%. Pelo critério utilizado pelo IBGE, são consideradas desempregadas as pessoas que estão procurando trabalho, mas não conseguem encontrar uma vaga.

Por outro lado, o rendimento real habitual de todos os trabalhos recuou 0,7% entre os trimestres terminados em abril e julho, para R$ 3.762, embora o IBGE considere a variação como estabilidade. Na comparação com julho do ano passado, porém, o rendimento médio ainda registra alta de 3,3%.

A construção civil foi responsável por boa parte do avanço recente, com 371 mil trabalhadores a mais em relação ao trimestre anterior. Esses novos ocupados incluem profissionais como pedreiros e auxiliares de obras, que recebem salários menores.

"Pode ser absorção dessa mão-de-obra, que tem nível salarial mais baixo", disse William Kratochwill, analista da Pnad Contínua.

A leitura dos dados aponta para um mercado de trabalho ainda aquecido, mas com sinais de desaceleração. Depois de sucessivas melhoras desde a retomada da economia após a pandemia, especialistas avaliam que a estabilização do desemprego em níveis baixos pode anteceder uma piora no segundo semestre.

A expectativa está relacionada também ao ritmo da economia, em que analistas consultados pelo Banco Central estimam um crescimento de apenas 1,9% neste ano, na comparação com os 2,3% de 2025 segundo o Boletim Focus desta semana.

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