O dólar comercial não sustentou a alta do início do dia e encerrou em baixa frente ao real nesta sexta-feira (25), acompanhando a leve melhora nas principais bolsas de valores e o mercado global de câmbio. A moeda norte-americana caiu 0,27%, a R$ 1,80 na venda.
"A melhora nos mercados externos permitiu que o dólar caísse, também influenciado por um ajuste depois da alta de ontem", afirmou o operador de câmbio Marcos Forgione, da B&T Corretora de Câmbio. Na véspera, o dólar teve a maior alta diária em seis semanas.
Pela manhã, a moeda norte-americana subiu com a notícia de que as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos tiveram queda de 2,4% em agosto, a maior desde janeiro, conflitando com dados mostrando que a confiança do consumidor atingiu em setembro o nível mais alto desde janeiro de 2008.
No mercado internacional de moedas, o compromisso dos países do G20 em manter os estímulos fiscais até que a retomada esteja garantida diminuía temores sobre liquidez e fazia o dólar cair no exterior.
"A queda do dólar (frente ao real) vista durante a tarde foi em grande parte por conta da baixa da moeda lá fora", disse o operador de câmbio de um importante banco nacional, que preferiu não se identificar.
Tendências
Dados importantes serão divulgados na semana que vem, colocando o mercado em compasso de espera até ter um panorama mais claro sobre a retomada econômica.
Na quarta-feira (30), saem números relativos ao emprego no setor privado dos EUA, além da leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters é de contração de 1,1%.
A Tendências Consultoria diz que os novos lançamentos de ações, o excesso de liquidez no mercado internacional e a melhora da posição relativa do país devem atrair mais capitais até o final do ano. Assim, o real deve se valorizar, fechando o ano em R$ 1,75.
"O mercado vai esperar esses dados e, se vierem melhores que o esperado, o dólar pode ceder ainda mais", afirmou o gerente de operações da Corretora Confidence, Felipe Pellegrini.
"Existe uma barreira psicológica em R$ 1,80. Com a expectativa de mais fluxo positivo, o dólar pode quebrar novamente esse suporte e se manter ao redor de R$ 1,75 no curto e médio prazos."



