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Rio – O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse ontem que é prematuro concluir que a crise nos mercados acabou. De acordo com ele, "deve haver uma certa desaceleração da economia americana". "Até que ponto ela (desaceleração) se tornará maior ou não está em discussão", afirmou. Ele também afirmou que uma desaceleração muito forte na economia dos Estados Unidos, "caso ocorra", afetará a todos os países, "mas é um pouco prematuro para saber se isso vai ocorrer".

Segundo Meirelles, a grande lição da crise "é que o Brasil tomou a atitude certa de reforçar seus fundamentos em um cenário benigno". Ele lembrou que o relatório de inflação de junho prevê que o crescimento do PIB brasileiro será de 4,7% em 2007 e que a próxima revisão será em setembro. Ele observou que a expansão da economia brasileira vem sendo impulsionada pela demanda interna. Segundo Meirelles, o país está mais resistente a choques.

O presidente do BC não quis dizer qual é a maior vulnerabilidade do Brasil. Preferiu usar a expressão "maior desafio" e afirmou que é criar condições para que o país possa crescer a taxas mais elevadas por um longo período.

Inflação

Meirelles não quis comentar a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 ( IPCA-15) de agosto nem questões relacionadas à Selic. Sobre a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de fixar a meta de inflação de 2009, em 4,5%, acima das expectativas do mercado, que eram de 4%, ele disse que ao BC compete implementar com sucesso a meta. "E isso nós vamos fazer", declarou.

Perguntado sobre a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) baixar os juros, o presidente do BC respondeu que "certamente o Fed está preparado para reagir". No entanto, disse que o BC brasileiro não faz previsão sobre as taxas de juros brasileiras nem americanas.

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