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Oportunidades

Malhação é um grande negócio no Brasil

País tem indicadores animadores para quem quer apostar em academias de ginástica como empreendimento

  • Anna Paula Franco
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TOPO

O brasileiro gosta de malhar. O país é o segundo mercado mundial de academias de ginástica. Perde para os Estados Unidos, de acordo com dados da International Health, Racquet e Sportsclub Association (IHRSA). Em 2013, o Brasil tinha 28 mil academias. No levantamento de julho deste ano, já eram mais de 30 mil. O segmento também foi o responsável pelo crescimento do setor de franquias. Foi a área de Esportes, Saúde, Beleza e Lazer que puxou o faturamento do modelo de negócios no ano passado, com 23% de aumento entre 2012 e 2013, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

INFOGRÁFICO: Confira o desempenho do setor fitness no Brasil

Com um desempenho tão positivo, a questão é identificar o potencial do segmento. “Ainda temos um grande público para atrair. No Brasil, a taxa média é de 3,8% da população presente em academias, o que dá cerca de 7 milhões de alunos. Nos EUA, por exemplo, essa participação é de 14%”, informa o empresário Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil, empresa que organiza eventos de negócios e formação de profissionais do setor no país.

Soares usa o exemplo da própria atividade – voltada a investidores e capacitação de professores de educação física –, para demonstrar o crescimento do mercado brasileiro. A Fitness Brasil promove congressos e feiras no setor há 25 anos. Na primeira edição, realizada em Santos, no litoral paulista, havia apenas um fornecedor, representado por uma confecção especializada. Hoje são mais de 130, muitos de fora do país, que trazem de equipamentos a suprimentos nutricionais. “Nos últimos dez anos, a saúde e o bem-estar têm sido relacionados à prática de atividade física e isso ajuda a criar a percepção de que o exercício é importante para o indivíduo. Até quando o sujeito não faz, fica pensando que está em débito com uma prática fundamental para sua saúde”, diz.

Foi esse cenário que atraiu o arquiteto Keiro Yamawaki na hora de decidir em qual setor investir para diversificar a atividade profissional. Empreendedor na área de construção civil, Yamawaki aceitou o convite de amigos para abrir uma nova unidade da For Fit, academia com sede em São José dos Pinhais. Em um ano de atividade, a For Fit do Ecoville, onde o arquiteto é sócio, tem 600 alunos. “Temos concorrentes de renome na região, também na faixa premium. Para garantir competitividade, estabelecemos preços mais equilibrados entre as academias top e as mais populares daqui”, explica.

Diversificação

Para atrair – e manter – os alunos, o empresário precisa estar atento às novidades do setor. Embora a musculação seja uma exigência do público, as modalidades aeróbicas e as de luta são responsáveis por boa parte do fluxo de alunos nas academias. “Os planos semestrais e anuais resolveram o problema do caixa das empresas, mas não o de frequência. Sem manter o aluno ativo, o ambiente não colabora para a prospecção de novos clientes”, explica Claudia Bittencourt, diretora geral do Grupo Bittencourt, especializado em franquias.

Nichos

Especialização chega às salas de ginástica

Longe de ser uma novidade no mercado brasileiro, as academias de ginástica apostam nos nichos de produtos e serviços para manter o ritmo de crescimento. “O setor não mostra sinais de saturação, ao contrário, tem muito espaço para crescer e os nichos são boas apostas”, diz a consultora Claudia Bittencourt, diretora geral do Grupo Bittencourt, especializado em franquias. Entre as redes avaliadas pela consultoria, a maioria – 75% – atende nichos como aulas para idosos, lutas, circuitos rápidos, público feminino ou serviços agregados como nutricionistas e fisioterapeutas. São negócios que exigem menor investimento inicial, de R$ 50 mil a R$ 500 mil, com retorno médio em até 36 meses. As academias generalistas têm maior faturamento, mas custam até R$ 3 milhões em investimentos iniciais, com retorno em até 60 meses.

Um dos filões que têm registrado crescimento expressivo é o de low price. Academias enxutas, sem sofisticação nas instalações e serviços essenciais de suporte aos frequentadores, como a Smart Fit, do Grupo Bio Ritmo, de São Paulo. Lançada há cinco anos, com mensalidade a partir de R$ 49,90, a rede é a quinta que mais cresce no mundo em número de unidades. “A popularização ajuda a ampliar o mercado”, aposta o CEO do grupo, Edgard Corona. Hoje, a Smart Fit tem 119 unidades no país, 26 no México e três no Chile.

Na outra ponta do mercado está o padrão premium de atendimento e instalações. Há redes com tíquete médio de R$ 1,2 mil, com banheiros exclusivos, produtos de higiene importados e serviços como cabelereiro e camareira incluídos na mensalidade. “Academia de ginástica vende felicidade e bem-estar. Quando o cliente reconhece esses benefícios, ele dá valor aos resultados e paga bem por isso”, avalia o empresário Waldyr Soares.

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