
A Foxconn Technology, provedora taiwanesa de componentes para a Apple, anunciou na semana passada várias medidas para enfrentar uma onda de suicídios em sua fábrica do sul da China. As providências que já vêm sofrendo críticas incluem fazer com que seus funcionários se comprometam por escrito a não tirar a própria vida e a fazer um tratamento psiquiátrico em caso de necessidade. A companhia também mandou instalar redes ao redor do edifício para impedir que outros funcionários se joguem pela janela.
Com a morte de um funcionário, que se jogou pela janela do prédio da Foxconn em Shenzhen na terça-feira, subiu para 10 os suicídios desde janeiro dentro do fabricante de componentes eletrônicos. Outros dois que tentaram se jogar pela janela sofreram ferimentos graves. O presidente e fundador do grupo, Terry Gou, pediu desculpas pelos episódios e prometeu fazer de tudo para salvar outras vidas, defendendo, no entanto, a prática de gestão do grupo, atribuindo as ocorrências a problemas pessoais dos funcionários.
A Apple indicou que está avaliando os esforços iniciados pela Foxconn. Para os grupos de defesa dos trabalhadores, a dramática série de suicídios nas fábricas do grupo taiwanês reflete as difíceis condições de vida de milhões de operários na China.







