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Meio ambiente

Empresa une mídia e ecologia

Há cinco anos, o engenheiro agrônomo Alessandro Casagrande e o biólogo Adílson Brito, que trabalhavam em uma empresa de recuperação de áreas degradadas, decidiram juntar a paixão pelo meio ambiente ao interesse por comunicação. E criaram uma empresa "híbrida" que, ao menos no mercado paranaense, não tem concorrentes. Sediada em Curitiba e especializada em projetos culturais de conteúdo sócio-ambiental, a Lobo-Guará Consultoria Ambiental desenvolve mídias e exposições com base em todo tipo de informação relacionada ao meio ambiente. "É um filão de mercado muito interessante, porque cada vez mais a história ambiental chama a atenção das pessoas. Isso é muito explorado no exterior, e tem muito campo para se desenvolver no Brasil", diz Casagrande.

Os profissionais vão a campo para levantar todas as informações sobre determinado assunto e, depois, organizam os dados em um formato acessível ao público. Foi assim com o Parque Estadual de Vila Velha, por exemplo. para produzir os vídeos e painéis expostos no centro de visitação do parque.

O ganha-pão da Lobo-Guará vem dos patrocínios obtidos junto ao setor público e privado e, em boa parte, do aluguel das exposições que ela prepara com recursos próprios. A mais famosa delas, que recentemente passou pelo Museu Oscar Niemayer, conta a trajetória do naturalista alemão Reinhard Maack no Paraná.

A Lobo-Guará ainda trabalha na recuperação de 13 horas de filmes e 3 mil fotos feitas pelo naturalista há mais de oitenta anos nas regiões do estado por onde ele passou, especialmente nas proximidades do Rio Tibagi. O material, até então desconhecido, estava destinado a desaparecer em um porão – e o Paraná perderia um registro da exuberância que a natureza do estado exibia antes de uma série de ciclos extrativos. "A mostra já está agendada para o Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília", conta Casagrande.

Os inúmeros projetos desenvolvidos pela Lobo-Guará desde sua criação deram origem a um grande acervo de fotos, vídeos e textos. Os sócios da consultoria encontraram uma forma de usar todo esse material de forma lucrativa: há pouco menos de três meses, eles criaram a Brazilian Nature, uma empresa que produz "presentes ecológicos", como quebra-cabeças com figuras de espécies ameaçadas.

Ela trabalha com quatro fornecedores, e utiliza materiais reciclados, desde as embalagens de lata ao papelão dos quebra-cabeças. "O nome em inglês surgiu porque nossa intenção era vender para o exterior", diz Adílson Brito, sócio da empresa. "Curiosamente, a demanda foi tão boa aqui no Brasil que ainda não tivemos tempo para nos dedicar às exportações."

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