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pesquisa e desenvolvimento

Nissan testa no Paraná carro elétrico movido a hidrogênio e etanol

A união do hidrogênio e etanol para produção de energia pode baratear e popularizar a tecnologia nos veículos elétricos no país

  • PorAna Carolina Benelli
  • Especial para Gazeta do Povo
  • 02/12/2016 21:00
 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

A montadora japonesa Nissan tem uma aposta interessante quando o assunto é carro elétrico. O protótipo de um veículo movido por eletricidade gerada a partir da combinação de hidrogênio e etanol está sendo testado pela equipe de engenharia da montadora na fábrica de São José dos Pinhais, e deve chegar às ruas nos próximos anos.

O hidrogênio é considerado uma grande aposta para substituir os combustíveis fósseis e se tornar importante fonte de energia limpa para os veículos de passeio. O etanol, por sua vez, é apontado como um importante insumo na produção do hidrogênio no Brasil.

Confira o método de funcionamento do motor híbrido

Carbono Neutro

O desenvolvimento das fontes de energia renováveis passa, obrigatoriamente, pela minimização das emissões de carbono geradas na fase de geração. A matéria prima do protótipo do carro elétrico da Nissan movido a “Célula a Combustível E-bio” é o etanol hidratado, que durante o processo de isolamento do hidrogênio no reformador acaba gerando carbono (CO2). Contudo, as emissões de CO2 são neutralizadas por meio do ciclo de cultivo de cana-de- açúcar que compõe o combustível. Dessa forma, o sistema promove a neutralização dos resíduos gerados, promovendo um clico neutro do carbono.

O desenvolvimento da célula a combustível de etanol está em fase de testes , conta Ricardo Abe, gerente de engenharia de produto da Nissan. “Países como o Brasil, que possuem o combustível etanol com grande disponibilidade, são territórios propícios para o desenvolvimento desta tecnologia que possui grande potencial para popularizar o uso do hidrogênio em veículos”, comenta o engenheiro, que estima lançar o carro no mercado após 2020.

Embora leve o DNA do hidrogênio e etanol em sua composição, o protótipo tem a performance de um carro elétrico, com condução silenciosa, partida linear e aceleração ativa. Equipado com a bateria do carro e-NV200, mini-van elétrica produzida em escala na Espanha, o carro teste foi adaptado com a célula a combustível e apresenta autonomia superior a 600 km, similar aos veículos de combustão interna.

O sistema batizado pela Nissan de “Célula a Combustível E-bio” leva a tecnologia SOFC (Célula Combustível de Óxido Sólido) que se utiliza da reação de diversos combustíveis com o oxigênio, como o etanol, para produzir eletricidade. O protótipo é o primeiro no mundo a apresentar esse sistema em veículos de passeio.

Desempenho

Apesar de ter toda a pinta de carro elétrico, o protótipo não precisa ser carregado. É só passar no posto e abastecer com etanol, uma vez que esse sistema de célula a combustível garante um consumo de 20 km/l – rendimento equivalente ao do veículo elétrico e superior aos carros 1.0 com combustão interna, que varia em média de 10 a 14 km/l na cidade.

Outro benefício apresentado pela tecnologia é a possibilidade de usar o etanol diluído em água. “Enquanto o combustível etanol que abastecemos nos postos tem 7% de água, esse sistema possibilita usar até 55% de água em sua composição e apenas 45% de etanol puro”, relata o engenheiro.

A grande disponibilidade do etanol, que leva a cana-de-açúcar como matéria prima, torna essa pesquisa promissora na busca por fontes limpas para a mobilidade no Brasil. Ainda assim, a tecnologia traz grandes desafios “como a redução do tamanho do sistema de célula a combustível e reformador, diminuição de custos para torná-la acessível e desenvolvimento e capacitação da cadeia de fornecedores”, explica Abe.

Tecnologia inovadora

As marcas Honda e Toyota deram largada à corrida do hidrogênio nos veículos de passeio com o lançamento dos carros Clarity e Mirai no Salão do Automóvel do ano passado. Nos dois modelos, o gás hidrogênio é comprimido em tanques, como os de GNV, instalados no carro. No protótipo lançado pela Nissan, o hidrogênio é produzido pela quebra do etanol, não sendo necessário tanques, pois ele é transformado em eletricidade que é armazenada na bateria.

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

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