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Há anos, em todos os cantos do mundo, discute-se a necessidade do uso de energia limpa nas tarefas do dia a dia. Apesar de ainda figurar em um cenário distante do ideal, a energia solar tem conquistado importante espaço no planejamento das empresas e nas tarefas cotidianas das pessoas. Apostando no crescimento do mercado, a empresa Solar Energy, fundada em janeiro passado, trabalha no desenvolvimento de projetos e produtos vinculados aos sistemas solares fotovoltáicos, ou seja, dispositivos capazes de transformar a energia proveniente do sol em energia elétrica. O presidente da empresa, Hewerton Martins, disse ao repórter Carlos Guimarães Filho que esse é um segmento ainda embrionário no Brasil, mas com potencial para crescimento imediato.

Como surgiu a Solar Energy?

Os sócios da empresa são oriundos dos setores de PCHs (pequenas hidrelétricas) e biomassa. Há dois anos, começamos estudos, inclusive nos Estados Unidos, que mostraram que a energia limpa é uma tendência de mercado e existe uma lacuna a ser preenchida.

Quais os serviços que a empresa oferece?

Atuamos no ramo de projetos, soluções e produtos de energia solar. Nós desenvolvemos o projeto conforme solicitação do cliente e o executamos. Também estamos com o plano de trabalho de desenvolvimento de novos instaladores (representantes das marcas) em várias partes do Brasil. Eles vão receber as demandas, nós vamos executar o projeto, vender as peças necessárias e eles vão executá-lo. Já temos 372 interessados que vão passar pelo treinamento.

Como você avalia o mercado de energia limpa no Brasil?

Ainda é embrionário. Muito por conta de empresas que estavam no mercado no passado, mas não funcionaram. É um serviço simples, mas que precisa saber fazer. Mesmo com pouco tempo de atuação, já temos uma demanda muito grande. Tanto que tínhamos o plano de instalar um call center apenas em 2012, mas estamos recrutando para início imediato. Hoje, nossos principais clientes são shoppings e bancos.

A energia limpa é um produto caro?

Ela tem o seu preço, mas ele tem caído nos últimos tempos. Desde dezembro, os nossos serviços ficaram 10% mais baratos. Hoje, é possível fazer a instalação em uma casa de classe média por R$ 30 mil e atender boa parte ou até mesmo todas as necessidades dos moradores. A tendência é que o preço continue caindo.

Quais os planos de atuação da Solar Energy no mercado internacional?

Já fizemos contatos na Angola e na Índia. Os dois países querem levar os nossos produtos. Ainda estamos em discussão.

Banda larga da Letônia

Com a intenção de levar internet banda larga para regiões não atendidas hoje pelas grandes redes de telecomunicações, a WI2BE iniciou em Curitiba a produção do rádio digital Lumina, projetado para transmissões de internet wireless de longo alcance. Recém-chegada ao país, a empresa conta com a parceria da Siemens Enterprise Communications e utiliza a tecnologia da SAF Tehnika, da Letônia. Com menos de um ano de operações, a WI2BE acumula 130 clientes ativos. Entre eles há provedores de banda larga e empresas. Nove funcionários trabalham no desenvolvimento do produto nas instalações da Siemens, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

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Os sócios trouxeram o modelo de negócios para o Brasil para oferecer uma nova possibilidade na expansão da infraestrutura de internet no país, bastante deficitária. Estar aqui possibilita usar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e do Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame). O foco da WI2BE é vender para empresas de telecomunicações que pretendem levar acesso à internet para regiões em que os grandes grupos não têm interesse em investir.

Now em Curitiba

A Net lançou em Curitiba na última semana o Now, serviço de filmes e programas sob demanda, que chegam ao telespectador direto da internet (streaming). O serviço está disponível apenas para alguns bairros da cidade e os usuários são avisados por uma mensagem na própria televisão. O mercado de vídeos sob demanda ainda está nascendo no Brasil, mas é gigantesco em outros países, especialmente nos EUA, onde o Netflix, líder de mercado, é apontado como grande responsável pelo fim de muitas locadoras de vídeos, inclusive a falência da Blockbuster.

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O funcionamento é simples. Pelo mesmo equipamento e controle remoto, o cliente acessa o Now e solicita o programa ou filme que quer ver. O conteúdo é exibido imediatamente. Os vídeos alugados podem ser assistidos quantas vezes o assinante quiser, por um período de 24 ou 48 horas. Inicialmente, são mais de 2 mil títulos, entre conteúdos pagos (principalmente filmes) e gratuitos.

Na linha

Os apelos do consumo são tantos que às vezes é preciso aprender a controlar o próprio bolso. O professor Altemir Farinhas desenvolveu um curso de quatro horas sobre equilíbrio financeiro, que fala sobre ganhar, administrar e investir. Detalhes sobre a edição do dia 6 de agosto podem ser obtidos no site www.equilibriofinanceiro.com.br.

Mais farmácias

A rede de farmácias Panvel, do Rio Grande do Sul, desembarcou em Curitiba no fim do ano passado, abrindo quatro lojas. Depois de seis meses sem novidades, o grupo acaba de inaugurar uma nova filial na cidade, em frente ao Hospital de Clínicas. Em agosto abrirá mais uma e, até o fim do ano, outras seis. Ao todo, o investimento para a abertura de lojas na capital paranaense será de R$ 6 milhões neste ano.

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Criada em 1973, a Panvel é a maior rede de farmácias do Sul do país. Está presente em 82 municípios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas, no Paraná, só atua em Curitiba. Segundo o supervisor responsável pelo estado, Fernando Soares da Rosa, a companhia tomará o rumo do interior no ano que vem, abrindo as primeiras lojas nos principais polos regionais do estado.

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