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franquia de educação

Escola de inglês que usa realidade virtual e IA prevê faturar R$ 260 milhões em 5 anos

A Beetools, que é uma spinoff da startup Beenoculus, prevê abrir 300 unidades em cinco anos. Já há 20 pontos confirmados

  • Carol Nery Especial para a Gazeta do Povo
Unidade da Beetools no bairro Água Verde, em Curitiba. Até o fim de 2018, a cidade terá cinco pontos da escola. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Unidade da Beetools no bairro Água Verde, em Curitiba. Até o fim de 2018, a cidade terá cinco pontos da escola. Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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A escola de inglês Beetools acaba de inaugurar as primeiras unidades, em sistema de franquia, dentro de um projeto inédito de educação no Brasil e no mundo. Ela é uma das spinoffs da premiada startup curitibana Beenoculus, pioneira no mercado de realidade virtual no país, criada em 2015, e residente do centro de startups Cubo Itaú, em São Paulo. A Beetools usa a realidade virtual, gamificação, big data, inteligência artificial e metodologia flipped classroom (sala de aula invertida, quando o aluno primeiro realiza as atividades sozinho e depois tem feedback do professor), para o ensino da língua inglesa. Diferentemente de escolas tradicionais, não há cobrança de taxa de matrícula, assinatura de contrato ou necessidade de adquirir material didático.

A ideia surgiu no ano passado, quando o CEO da Beetools, Fabio Ivatiuk (professor de inglês e com dez anos de experiência como franqueado de uma escola de idiomas) procurou pela Beenoculus para firmar parceria. O objetivo era oferecer maior atratividade ao ensino tradicional.

“As escolas estão dando aula analógica a uma geração digital e os alunos não estudam porque gostam, mas porque precisam. O método permite que ele tenha um resultado muito mais eficiente e possa praticar o idioma em um ambiente virtual, no qual se sente à vontade para utilizar todo o inglês que aprendeu.”

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A maior parte do projeto da escola foi viabilizado com recursos próprios, cujo valor não é revelado, acrescido de investimento-anjo de R$ 800 mil. As duas primeiras unidades da Beetools foram abertas em julho deste ano em Curitiba, nos bairros Água Verde e Portão. Em pouco menos de um mês do lançamento foram registrados 918 downloads do aplicativo, que oferece uma aula experimental gratuita. Foram agendadas 803 aulas e 335 usuários efetivaram a compra de pacotes. A expectativa é ter 300 usuários ativos em cada unidade até dezembro de 2018.

Curitiba ganhará mais três unidades até setembro. Outras 15 franquias contratadas abrirão suas portas até dezembro deste ano nos estados de Alagoas (Maceió), Minas Gerais (Belo Horizonte), Paraná (São José dos Pinhais e Cascavel), Pernambuco (Recife) e São Paulo (capital e Sorocaba).

“Queremos fechar os primeiros 12 meses de atuação com 40 escolas e os primeiros 24 meses com 75. A meta é faturar R$ 260 milhões no quinto ano (julho de 2023), com a marca de 300 escolas em funcionamento até lá”, revela Ivatiuk.

A expansão contempla ainda cidades do exterior, em países como Paraguai, Uruguai e Portugal. “Estamos em fase de negociação, ainda sem previsão de data para abertura. No caso dos países latinos, é preciso um esforço maior, por conta da adaptação do app para o espanhol”, explica Ivatiuk.

A Beetools disponibiliza dois formatos de escola. A tradicional, em imóvel reformado, e o modelo contêiner, em parceria com a Delta Conteiners, que entrega em até 60 dias uma estrutura pronta para iniciar as aulas. “O franqueado tem a vantagem de economizar, ao alugar apenas o espaço do terreno e não uma casa ou prédio comercial com valor mais alto. Pode ainda mudar o ponto e levar a franquia para onde quiser” .

Aluno vira personagem de seriado em realidade virtual

Com o objetivo de modernizar e tornar ainda mais prático o estudo da língua inglesa, a Beetools adota o ensino por meio da realidade virtual e do processo de flipped classroom (sala de aula invertida, quando o aluno primeiro realiza as atividades sozinho e depois tem feedback do professor). A primeira parte da aula seguinte é feita no término da anterior: ao começar uma nova aula o aluno verá o vocabulário e estruturas gramaticais a serem aprendidas na próxima vez.

A lição de casa é feita por meio do aplicativo. Ao ir para a próxima aula, em um primeiro momento, ele realiza o BeeReady – exercícios de pronúncia que colocam em prática o que foi ensinado, com uso da tecnologia de Inteligência Artificial Watson (da IBM), que registra os resultados de cada aluno e mostra seu desempenho. Após, é o momento da utilização dos óculos VR, quando o aluno é imerso em uma cena do cotidiano e pratica tudo o que aprendeu na teoria, como vocabulário e regras gramaticais.

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O CEO da Beetools, Fabio Ivatiuk, com o ‘kit’ usado para as aulas.Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

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Para tornar o método ainda mais atrativo, a Beetools criou um “seriado”, por meio de um sistema de storytelling em realidade virtual, que pode ser melhor definido como storyliving. A cada aula o estudante é personagem de uma nova história, conectada à anterior. “As ações acontecem em primeira pessoa. Ele pode estar em várias situações do dia a dia, como em um restaurante fazendo seu pedido ou em uma entrevista de emprego”, explica Ivatiuk.

As aulas são de 60 minutos. Na última parte da aula, de 10 a 15 minutos, ele tem um momento exclusivo com o professor. “Ele recebe um relatório em tempo real com os resultados de todos os exercícios feitos e o apontamento de avanços e dificuldades.” O método inclui ainda a gamificação, um conteúdo atual que utiliza muitas referências de filmes, seriados e músicas.

O foco inicial é de alunos a partir de 10 anos de idade. A partir de 2019, será oferecido curso para crianças a partir de 6 anos. A Beetools promete levar dinâmica e praticidade ao dia a dia, com método de agendamento de aulas por meio de aplicativo, com possibilidade de flexibilização de horário. Os pacotes são adquiridos em forma de créditos: 20, 30, 60 ou até de apenas uma aula. Os valores variam de acordo com a localização. Em Curitiba, o semestre sai por R$ 2,1 mil ou R$ 350 mensais, pagos por meio de boleto ou cartão de crédito.

“O aluno que fizer em média duas aulas por semana consegue concluir o curso completo, chegando ao nível avançado de inglês em apenas dois anos. Todavia, esse tempo pode ser reduzido se o aluno aumentar a sua carga horária semanal”, explica o professor José Motta Filho, especialista em metodologias ativas de ensino e conselheiro do projeto na Beetools. Conforme o resultado nos exercícios e frequência nas aulas, ou ao indicar amigos, o aluno recebe beetoolcoins como recompensa, que podem ser usados para comprar acessórios da marca, como canecas e camisetas, ou mesmo trocar por aulas.

Beetools é a quarta spinoff da Beenoculus

A Beetools é parte do quarteto de spinoffs criadas pela venture builder Beenoculus, que tem sede em Curitiba e escritório no CUBO Itaú. Com objetivo de oferecer soluções em realidade virtual acessíveis, a startup deu origem à Junglebee, Beemedical e Beenoculus Entertainment. A empresa é líder no desenvolvimento de tecnologias de eXtended Reality na LATAM. A Beenoculus conquistou importantes parcerias com Qualcomm, IBM, Instituto Alana, Instituto Pequeno Príncipe e grandes clientes como Embraer, Grupo Algar, Globo, Universidade Estácio, Braskem, MSD, Colégio Sesi, HSM Educação, Renault, Pearson e Telefónica Educação.

Considerada uma das dez maiores inovações na CES 2015, a startup recebeu importantes reconhecimentos, como Prêmio PME Estadão de Tecnologia Criativa, Prêmio Bem Feito Paraná, Finalista no Braskem Labs, seleção para os programas Promessas Endeavor e Start-Ed da Fundação Lemann, ocupando nos últimos três anos o TOP 3 no ranking do movimento 100 Open Startups e o primeiro lugar em Futuro da Educação.

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O raio-x da franquia da Beetools

Investimento inicial: a partir de R$ 290 mil.

Taxa de franquia: R$ 50 mil.

Instalações: R$ 160 mil.

Capital de giro: R$ 60 mil.

Royalties: isento.

Taxa de propaganda: R$ 20 mil.

Prazo de retorno: 12 a 24 meses.

Faturamento médio mensal: R$ 100 mil.

Lucratividade média mensal: 33%.

Área: a partir de 200 metros quadrados.

Habitantes: a partir de 100 mil.

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