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Petrobrás

Estrutura gigante é concluída e segue rumo à Bacia de Campos

A estrutura da Plataforma de Rebombeio Autônoma (PRA-1) da Petrobrás, construída nos dois últimos anos em Pontal do Paraná pela multinacional de origem italiana Techint S/A, partiu ontem rumo à Bacia de Campos (RJ) em uma barcaça de 150 metros de largura. A peça – conhecida como jaqueta – pesa 6,3 mil toneladas, tem 125 metros de altura, 66 de largura e exigiu uma operação especial para ser retirada. Os ventos no canal da Galheta, que dá acesso à Baía de Paranaguá, atrasaram a retirada, que quase foi suspensa.

A jaqueta deve levar três dias para chegar ao Rio de Janeiro. Ela servirá como sustentação para a PRA-1, que será instalada a 115 quilômetros da costa fluminense, em um local cuja profundidade do oceano é de 106 metros. A plataforma viabilizará o escoamento da produção de petróleo e gás natural provenientes de cinco módulos produzidos na Bahia e no Rio, já prontos para a instalação. "A plataforma vai gerar a otimização do escoamento na Bacia de Campos", explicou o gerente de canteiro de obras da Petrobrás no Paraná, Luís Antônio Scavazza.

Quando chegar na Bacia de Campos, a jaqueta será lançada ao mar e um sistema hidráulico fará ela afundar na posição correta. Esse processo deve levar uma semana, segundo Scavazza. Em seguida a estrutura será fixada no fundo do mar com 14 estacas, com altura entre 68 a 78 metros, também produzidas pela Techint em Pontal do Paraná e já levadas ao Rio de Janeiro. Em seguida ocorre a fase do "hook-up", em que os cinco módulos e a PRA-1 serão interligados por dutos. O sistema permanece em fase de pré-operação por dois meses e deve funcionar plenamente a partir de julho do ano que vem. "Nessa fase a previsão é que o equivalente a 750 mil barris de petróleo passem pela plataforma, metade da produção total da Bacia de Campos", afirmou Scavazza. Em relação ao gás natural, a expectativa é que a PRA-1 transfira 1,9 milhão de metros cúbicos de gás natural diariamente.

De acordo com o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, as operações portuárias não foram prejudicadas com a remoção da peça. O canal de acesso permaneceu fechado ontem das 6 às 11 horas para a saída da barcaça. Nesse período não havia nenhuma solicitação para entrada ou saída de embarcações. A logística da retirada foi organizada pela Appa, pela Capitania dos Portos e pela praticagem do porto.

O custo da PRA-1, primeira plataforma de bombeamento da Petrobrás, foi estimado em R$ 1,3 bilhão. A construção da jaqueta consumiu cerca de R$ 276 milhões. A Techint iniciou as obras em setembro de 2004 e a previsão para término era em março. De acordo com o gerente do projeto, Nelson Aun, a estatal exigiu modificações que atrasaram a obra e aumentaram o valor final, inicialmente estimado em R$ 160 milhões.

Segundo Aun, a parte mais difícil da construção foi o embarque da estrutura na barcaça – o "load out" – realizado no início do mês. Dois macacos hidráulicos ajudaram na remoção, que levou três dias para ser concluída.

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