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Ex-boia-fria, pipoqueiro virou referência no assunto

“A internet está aí para todas as pessoas. Por que um pipoqueiro não pode ter um site?”Valdir Novaki, pipoqueiro | Rogerio Machado/Gazeta do Povo/Arquivo
“A internet está aí para todas as pessoas. Por que um pipoqueiro não pode ter um site?”Valdir Novaki, pipoqueiro (Foto: Rogerio Machado/Gazeta do Povo/Arquivo)

Um case emblemático de marketing para pequenos negócios é o do pipoqueiro Valdir Novaki, cujo ponto fica na Praça Tiradentes. Ex-bóia fria, hoje Valdir dá palestras em todo o país para contar como mudou seu negócio. Uma das primeiras ações a colocar em prática foi a criação de um site (www.pipoqueirovaldir.com.br), para divulgar o carrinho. "A internet está aí para todas as pessoas. Por que um pipoqueiro não pode ter um site?"

Para se diferenciar da concorrência, Valdir também criou um kit higiene – composto de um guardanapo, um palito de dente embalado individualmente e uma bala de hortel㠖 que é entregue junto com a pipoca. O carrinho também oferece um cartão-fidelidade (a cada cinco pipocas, você ganha uma) e o cartão "Oba - Dúzia de Dez" – o cliente compra o cartão no começo do mês, paga por 10 pipocas e ganha 12. "Criei o cartão porque notei que, a partir da metade do mês, as vendas caíam um pouco. Dessa forma, tenho garantia de vender esse número de sacos de pipoca por mês, e posso me planejar para investir no negócio", conta.

Valdir também investe na limpeza do local e fez um avental com cada dia da semana identificado – para mostrar ao cliente que sempre usa um limpo. Ele conta que o investimento inicial para comprar o carrinho personalizado e os materiais de uso diário e de divulgação passou de R$ 30 mil. Dinheiro que trouxe resultado – hoje ele vende cerca de 150 panelas de pipoca por dia. "É um investimento, até porque parte do que invisto é tirado da minha receita líquida, cerca de 30% por mês. Eu não conto como despesa", diz. "Vale mesmo a pena, porque o cliente gosta de novidade, que a gente sempre ofereça algo a mais e isso ajuda a conquistar esse cliente. Eu prefiro que os meus fregueses não desviem o olhar do meu carrinho". (CS)

Colaborou Fernanda Trisotto

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