A Eternit começou a diversificar seus produtos em 2008, mas o plano começou a ser desenhado em 2004, após o fim de uma joint venture de 13 anos com a Brasilit, do grupo francês Saint-Gobain, hoje sua principal concorrente.
Dona da única mineradora de amianto do país, a Eternit lidera as vendas de telhas de fibrocimento e também o lobby que apoia o uso seguro do mineral. A Brasilit, vice-líder do mercado, abandonou a fibra por ordem da matriz e é pró-banimento.
Na disputa entre as ex-parceiras, cada uma se dedica, a seu modo, a enaltecer a qualidade e a segurança de seu produto e atirar pedras no telhado da rival. Listada no Novo Mercado da Bovespa, a Eternit abre seus dados e atende a imprensa; a Brasilit, que evita dar entrevistas, aposta na publicidade e no trabalho de seus vendedores.
Fibrocimento
O fibrocimento convencional é feito de cimento, amianto, calcário, celulose e água. A principal alternativa substitui a fibra mineral por fios sintéticos a Brasilit usa polipropileno. A Eternit também emprega essa tecnologia, mas só em sistemas construtivos. Ela diz que ainda não encontrou uma fórmula que garanta preço baixo e durabilidade às telhas de fibra sintética.



