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Expansão

Fabricante paranaense de papel investirá em unidade na Bélgica

Cocelpa é a primeira empresa do Brasil a aderir a projeto da franco-belga Arcelor

A Companhia de Papel e Celulose do Paraná (Cocelpa) vai investir 10 milhões de euros para abrir unidade de embalagens de papel na cidade belga de Liège até o início de 2009. A região é considerada pólo de exportações para outras partes da Europa por sua localização e infra-estrutura multimodal, e criou uma parceria público-privada (PPP) com a siderúrgica Arcelor Mittal para atrair empregos. A Cocelpa é a primeira empresa brasileira a aderir ao projeto.

A fabricante paranaense produz celulose e bobinas de papel kraft em sua unidade de Araucária, onde trabalham 300 pessoas. Este papel será a matéria-prima para as embalagens que serão produzidas na Europa. De todo o papel produzido em duas unidades do Brasil, 40% é exportado, dos quais 15% para a Europa.

Além de expandir as exportações para o continente europeu, a empresa considera aproveitar a porta de entrada na Europa para exportar frutas a partir de sua unidade de João Pessoa (PB), onde produz papel kraft reciclado e caixas especiais para frutas.

Outras duas unidades, em São José dos Pinhais e Curitiba, produzem embalagens. Há um mês as quatro unidades foram agrupadas na holding Ecoverdi, que espera faturar R$ 230 milhões este ano, 8% a mais do que em 2006. De acordo com o presidente-executivo da holding, Luiz Eduardo Taliberti, contratado há cerca de um ano, a empresa paranaense profissionalizou a gestão neste período, com a passagem dos membros da família Pauli para o conselho e estuda modalidades de abertura de capital.

Este ano, está investindo R$ 12 milhões na modernização da gestão e das unidades. A unidade de Araucária será ampliada no futuro.

O grupo tem 800 funcionários no total. A produção anual de papel é de 70 mil toneladas por ano em Araucária e 36 mil toneladas em João Pessoa. As unidades produtoras fazem de 10 a 12 milhões de sacos por mês, mesma capacidade que terá a unidade da Bélgica.

Na Europa, serão empregadas apenas 30 pessoas. "Serão recrutados no local, pela característica poliglota do país", diz o presidente do conselho da Cocelpa, Claudio de Pauli. O apoio da franco-belga Arcelor é visto como uma segurança a mais para o empreendimento no exterior.

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