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O faturamento da indústria de transformação caiu 2% em julho na comparação com junho de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados nesta quinta-feira (10). A queda está associada ao desaquecimento da produção junto de juros elevados e alto endividamento das famílias.
A pesquisa da CNI aponta que, no acumulado de janeiro a julho, o indicador registra queda de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Por outro lado, as horas trabalhadas na produção cresceram 0,2%, enquanto a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,3% para 77,4%.
“O destaque nesse mês fica por conta do pelo faturamento: houve uma queda de 2% na comparação com junho. O quadro geral não muda muito em relação ao mês anterior, até porque a maior parte dos indicadores teve uma variação muito pequena”, afirmou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Na comparação dos sete primeiros meses de 2026 com o mesmo período de 2025, porém, as horas trabalhadas recuaram 1% e a utilização do parque fabril caiu 0,8 ponto percentual. O emprego industrial também avançou apenas 0,2% em julho e acumula queda de 0,6% no ano.
A massa salarial da indústria cresceu 0,2% em julho e acumula alta de 0,6% desde janeiro, enquanto o rendimento médio ficou estável no mês. No acumulado do ano, o rendimento médio apresenta avanço de 1,2% em relação aos sete primeiros meses de 2025.
"A elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm diminuindo a demanda por bens industriais de uma forma geral", completou Azevedo.
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Mais cedo, um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que o endividamento das famílias permaneceu no recorde de 82% em agosto, enquanto a inadimplência chegou a 29,9%, com maior pressão entre os consumidores de menor renda.
Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, 85,1% declararam ter dívidas e 38,8% estavam com contas em atraso, ante 38,5% no mês anterior. Nesse grupo, a parcela sem condições de quitar as dívidas subiu 0,5 ponto percentual, chegando a 18,3%.
O percentual geral de famílias endividadas completou sete meses seguidos em nível recorde, acima dos 78,8% registrados em agosto de 2025. A inadimplência geral também avançou 0,1 ponto percentual no mês.
Outro indicador de pressão financeira foi o aumento para 12,5% da parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar contas atrasadas, o maior nível desde fevereiro. O grupo que se considera “muito endividado” chegou a 17,4%, enquanto os “pouco endividados” caíram para 34,9%.








