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Mulher recebe formulário de seguro-desemprego em um drive-thru na cidade de Hialeah, na Flórida.
Mulher recebe formulário de seguro-desemprego em um drive-thru na cidade de Hialeah, na Flórida. Quase 17 milhões de americanos perderam o emprego desde o início da pandemia.| Foto: Chandan Khanna/AFP

A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em Cleveland, Loretta Mester, disse nesta sexta-feira que o impacto do coronavírus levará os EUA a ter “números econômicos muito feios”, com forte contração do Produto Interno Bruto (PIB) e aumento da taxa de desemprego, mas ressaltou que os principais bancos centrais do mundo estão tomando ações apropriadas em resposta ao vírus. Ela ainda acrescentou que os esforços da instituição para apoiar a economia americana durante a pandemia de coronavírus provavelmente não chegaram ao fim.

Mester falou durante fórum virtual do Clube de Cleveland, no dia seguinte a um anúncio do Fed que envolve uma injeção de liquidez de US$ 2,3 trilhões e tem, em boa parte, o objetivo de ajudar pequenas e médias empresas afetadas pela crise do coronavírus. O anúncio de ontem também prevê auxílio financeiro para estados e municípios, mas governos locais deverão precisar de mais suporte, o que, segundo Mester, dependerá da Secretaria do Tesouro. Ela afirmou também que não está preocupada com o aumento do tamanho do balanço do Fed como resultado das inúmeras medidas de estímulos que a instituição vem anunciando nos últimas semanas.

FMI cria grupo consultivo externo para discutir coronavírus e outras questões

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, criou um grupo consultivo externo para fornecer ao órgão perspectivas do mundo inteiro sobre eventos relevantes e questões de política, incluindo como responder aos desafios criados pelo novo coronavírus e seu subsequente impacto econômico. “Mesmo antes da disseminação da Covid-19 e dos dramáticos efeitos sanitários, econômicos e financeiros que ela trouxe, os membros do FMI enfrentavam um mundo em rápida evolução e complexas questões de política”, disse Georgieva, referindo-se à doença causada pelo coronavírus, em comunicado distribuído pelo órgão.

Segundo Georgieva, o grupo será formado por “indivíduos proeminentes com experiência de alto nível em políticas, mercados e setor privado”. O grupo, que inclui a presidente executiva do Santander, Ana Botín, e o ex-primeiro-ministro da Austrália Kevin Rudd, além de acadêmicos ilustres e outros, se reunirá “algumas vezes por ano” com Georgieva e outras autoridades do FMI, diz o comunicado.

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