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Tarifaço dos EUA

Fiesp culpa Lula por tarifaço e coordenador de campanha petista reage: “Vergonhoso”

O coordenador de campanha de Lula, Marco Aurélio de Carvalho. (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República)

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIesp) atribuiu diretamente ao governo e a atitudes do presidente Lula a aplicação de novas taxas dos Estados Unidos a produtos brasileiros. A avaliação foi rebatida pelo coordenador da campanha de reeleição de Lula, que viu objetivos "político-eleitorais" na nota da entidade.

anúncio do novo tarifaço americano na noite desta quarta-feira (15) foi seguido de uma série de repercussões, tanto do setor produtivo como do governo brasileiro. O governo petista atribuiu a crise à família Bolsonaro e sua relação com Donald Trump, enquanto a oposição da direita sustenta que o endurecimento da relação bilateral se deve à condução hostil do comando brasileiro. A Fiesp acompanhou esta avaliação.

"Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral", diz o texto assinado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Skaf viu na aplicação do tarifaço um resultado da política de enfrentamento de Lula aos EUA como tendo um objetivo político-eleitoral. O próprio Skaf já foi três vezes candidato ao Palácio dos Bandeirantes na década passada, sempre na oposição aos governos de esquerda do PT.

Coordenador da campanha de Lula critica "uso político-eleitoral" da Fiesp

Coordenador nacional da campanha de Lula e regional do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho rebateu Skaf e classificou a nota como “vergonhosa”.

“A instrumentalização de uma entidade importante como a Fiesp preocupa a sociedade, mas principalmente deveria preocupar seus associados, porque Skaf dá uma força aos americanos e tende a ser utilizada a favor dos ataques à soberania nacional”, disse Carvalho.

Carvalho defendeu que Skaf seja publicamente cobrado pelos associados à Fiesp por não buscar "consenso" e harmonia.

Marco Rubio atribuiu a Lula responsabilidade

O governo brasileiro emitiu uma nota em que alega que a imposição da taxa é o resultado de um "enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro" e atacou: "São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros".

"Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la", conclui a nota.

A tentativa de responsabilização da família Bolsonaro, no entanto, contou com uma declaração contrária do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio:

"No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso".

A oposição passou a utilizar a manifestação de Rubio nas redes sociais. Flávio chamou o petista de "Biden brasileiro", a quem classificou como "ranzinza", "inconsequente" e "um perigo para a nossa nação".

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