i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
seu bolso

Capital protegido oferece garantias a investimentos de maior risco

Mecanismo presente em fundos multimercado e certificados de operações estruturadas oferece chances de ganhos acima da renda fixa sem perder as aplicações iniciais

  • PorFábio Cherubini
  • 24/11/2016 21:00
 | Bigstock/
| Foto: Bigstock/

Os investimentos com capital protegido são considerados os primeiros passos para as pessoas com perfil conservador se aventurarem em ativos de maior risco. Presente nos fundos multimercado, nos Certificados de Operações Estruturadas (COEs) e em alguns fundos de ações, o mecanismo garante que a aplicação inicial seja devolvida ao investidor caso os retornos sejam negativos após o vencimento, em alguns casos, até mesmo com uma pequena correção monetária.

Para analistas financeiros, os ativos com essa característica têm a vantagem de oferecer uma janela de ganhos acima da renda fixa, mas com menos riscos que o investimento direto em ações ou em fundos de renda variável. Não existe um padrão para esses ativos ou fundos, que podem manter as suas carteiras em commodities, indicadores financeiros e em empresas. As aplicações inicias também variam, enquanto a carência geralmente é superior aos 12 meses.

R$ 9,8 bilhões

Foram captados pelos fundos multimercados até agosto deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Neste período, os fundos com capital protegido cresceram 2,47%. Já os COEs somam R$ 9,4 bilhões em estoque, dos quais cerca de 94% possuem o mecanismo.

Entretanto, a garantia dada por esse mecanismo possui os seus “custos” aos clientes. Para que o montante seja preservado, a maior parte das posições dos ativos e fundos se concentra em papeis de renda fixa, como os papeis do Tesouro Direito. Com a renda obtida, as corretoras fazem aplicações em renda variável e repassam os ganhos aos investidores. No entanto, o capital protegido impõe com isso travas aos lucros. Logo, se os multimercados ou operações estruturadas têm como referência (benchmark) as ações de uma empresa com limite de ganhos de até 30% em 18 meses, mas que superam a marca nesse período, os detentores dos títulos ou cotas recebem apenas os 30% contratados.

“O capital protegido tem como risco o custo de oportunidade. Se você entrou no investimento com R$ 30 mil, na pior das hipóteses receberá o dinheiro de volta, mas terá o prejuízo de ter perdido os ganhos das taxas de juros do período”, explica o sócio-fundador do Grupo L&S, Alexandre Wolwacz.

Para ele, antes de colocar as fichas nesses produtos, os aplicadores devem considerar se os retornos oferecidos compensam o risco. Se os lucros são inferiores a 20%, mas apresentam chances de perdas ou mesmo retornos abaixo do benchmark, talvez eles não valham tanto a pena quanto a aplicação em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com ganhos acima da taxa DI, que acompanha a Selic, ou em títulos do Tesouro que acompanham a inflação e oferecem a reposição dos preços mais um “prêmio”, que hoje supera os 6% ao ano.

Outro risco atrelado aos multimercados e às operações é o de liquidez. O coordenador do curso de Economia das Faculdades Opet, Jefferson Fischer, lembra que essas opções se encaixam nas estratégias de médio a longo prazo e que o saque antes do prazo, quando possível, acarreta em penalidades que corroem boa parte do capital inicial.

Taxas e carteiras

Observar as taxas de administração cobradas e os títulos e ações que compõem os fundos com capital garantido estão entre os cuidados que os investidores devem ter antes de realizar as aplicações. O sócio do grupo L&S, Alexandre Wolwacz, afirma que para não comprometer os ganhos, o custo para administração não deve superar 1,2% ao ano.

Além disso, os clientes devem ficar atentos às lâminas, que trazem detalhes dos ativos presentes nas carteiras, e o histórico nos últimos 12 meses dos multimercados. Já o professor de Economia Jefferson Fischer aconselha que os aplicadores escolham corretoras e instituições financeiras sólidas e com experiência no mercado para minimizar os riscos.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.