Diversos governos apoiam a produção de carros elétricos porque enxergam nessa tecnologia uma forma de reduzir a emissão de gases do efeito estufa. A aposta faz sentido: motores elétricos são muito eficientes, aproveitando até 95% da energia que recebem. "A eficiência do carro elétrico é o dobro da de um carro a gasolina", diz Celso Novaes, coordenador do projeto de veículo elétrico da Itaipu. O único problema para que carros a bateria reduzam as emissões na prática é a origem da energia usada para carregá-los. "Se a eletricidade vier de usinas a carvão, o ganho ambiental será muito pequeno", diz Marcelo Alves, professor de engenharia mecânica da USP. "É claro que usinas são muito melhores para gerar energia do que motores a explosão. Assim, mesmo que a gasolina economizada pelos carros fosse usada para gerar eletricidade, já haveria uma redução nas emissões." A tendência é que a aposta em carros elétricos seja complementada por uma "limpeza" na matriz de geração de eletricidade. Incentivos para o uso de painéis solares há, por exemplo, o projeto de uma tomada em um posto da Petrobras que é abastecida por energia solar e turbinas eólicas contribuirão para a adoção dos veículos a bateria. Outra fonte mais polêmica são as usinas nucleares, que também estão livres das emissões de gases do efeito estufa. "Também é provável que sejam necessários investimentos na rede de distribuição, para que não haja sobrecarga", diz Carlos Purim, pesquisador do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec). (GO)
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