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Sem acordo

Governadora e ministro de Lula divergem sobre aval da União para empréstimo ao BRB

Governadora e ministro de Lula divergem sobre aval da União para empréstimo ao BRB
Fux conduziu audiência de conciliação entre União e governo do DF sobre socorro ao BRB. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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A audiência de conciliação entre a União, o governo do Distrito Federal (GDF) e o Banco de Brasília (BRB) conduzida nesta quinta-feira (13) pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), terminou sem um acordo. O BRB precisa de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor as contas após negociações envolvendo o Banco Master.

Em maio, o Executivo e o GDF firmaram um acordo para viabilizar uma operação de crédito, sem aval da União, com participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), garantia de um conjunto de bancos e contragarantias vinculadas aos fundos de participação do DF.

Fux ouviu a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, representantes do Banco Central, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), do Banco do Brasil, da Advocacia-Geral da União (AGU), e do Ministério Público Federal (MPF).

Celina reconheceu que o BRB não divulgou seu balanço financeiro após o surgimento da investigação do caso Master, mas ponderou que todas as informações financeiras foram enviadas ao FGC e defendeu a viabilidade da operação, informou a Agência Brasil

"O banco está nesta condição desde novembro do ano passado. É um banco sólido. É um banco que sobreviveu com liquidez”, destacou a governadora. 

Já Durigan disse que tem atuado para aproximar os envolvidos, mas reiterou a posição contrária à concessão de aval do governo federal. "A União não tem nada que ver com essa história. É um problema gerado pelo governo do DF, com o BRB, que tem que ser tratado pelos responsáveis", afirmou o ministro da Fazenda.

Em nota, o STF informou que, entre os principais entraves para as negociações, “estão a segurança das garantias oferecidas aos bancos em caso de inadimplência e as informações necessárias para a análise do plano de negócios do BRB”.   

Em setembro de 2025, o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB após detectar suspeitas de fraudes e compra de ativos sem lastro.

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