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Gabriel Zucman
Gabriel Zucman é conhecido por descobrir onde empresários ultra-ricos escondem suas fortunas.| Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O economista francês Gabriel Zucman, conhecido por descobrir onde os ultra-ricos depositam suas fortunas, foi contratado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para elaborar uma proposta de taxação destes empresários. Ele foi apresentado pelo ministro Fernando Haddad, da Fazenda, nesta quinta (29) durante a reunião do G20, em São Paulo.

Zucman é professor assistente da Universidade da Califórnia Berkeley e foi apresentado pelo ministro para garantir que a reunião não fosse dominada por questões de guerra e política entre grandes potências.

“Convidei o professor Gabriel Zucman, um dos maiores especialistas do tema no mundo, para nos apresentar uma proposta de tributação dos super-ricos. Sei que há diferentes visões sobre o tema na sala, mas espero que a apresentação seja informativa e abra caminho para futuras discussões baseadas em evidência”, disse Haddad.

Gabriel Zucman afirmou que “há um reconhecimento crescente de que os sistemas fiscais não conseguem tributar adequadamente os super-ricos", e que “provavelmente a melhor forma de resolver essa situação é por meio da coordenação internacional”, completou em entrevista à Bloomberg.

Apesar do apoio popular crescente para que os mais ricos contribuam mais, há dificuldade em se chegar a esse consenso. Lula vem batendo neste tema desde o início do governo, e levou a tributação das grandes fortunas como um dos pilares durante a presidência temporária do G20.

Zucman propõe um imposto mínimo global de 2% sobre os bilionários, que, segundo seu think tank, o EU Tax Observatory, poderia arrecadar cerca de US$ 250 bilhões por ano em todo o mundo. Ele reconhece que a proposta não será fácil de implementar e espera iniciar uma conversa que pode levar anos para se concretizar.

Apesar dos desafios, Zucman se mostrou otimista, destacando algumas conquistas fiscais do G20 nos últimos anos, como o combate ao sigilo bancário e a adoção de uma taxa mínima global de imposto sobre as sociedades. “Foi considerada uma ideia completamente utópica. E agora está acontecendo”, completou.

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