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Crise econômico

Governo de Monti iniciará caminhada após voto de confiança da Câmara Baixa

Monti terá que negociar cada lei que queira aprovar com um Parlamento muito heterogêneo que, no passado, já rejeitou medidas como as que o ex-comissário europeu pretende introduzir agora

O novo Governo italiano presidido pelo tecnocrata Mario Monti buscará nesta sexta-feira (18) o voto de confiança da Câmara dos Deputados, para então iniciar sua difícil caminhada para tirar a Itália da grave crise econômica na qual se encontra.

Após receber na quinta-feira (17) a confiança do Senado, com 281 votos a favor e 25 contra, ou seja, o apoio de todas as forças políticas com exceção da Liga Norte, a previsão é que Monti submeta seu Executivo ao voto na Câmara dos Deputados às 11h (de Brasília).

Na Câmara Baixa está previsto que o Governo de tecnocratas, que nasceu após a renúncia de Silvio Berlusconi, obtenha o voto de confiança sem problemas.

A atenção se centrará no que dirá Berlusconi durante as declarações realizadas por todos os partidos, pois os meios de comunicação adiantam que o ex-mandatário garantiu a seus correligionários que o Governo de Monti durará até quando ele desejar.

Com a confiança do Parlamento, o Governo de Monti, formado por 12 ministros, mais outros quatro sem pasta, todos eles técnicos, poderá começar a trabalhar se baseando nos três pilares anunciados pelo novo primeiro-ministro: rigor orçamentário, crescimento e igualdade.

Monti explicou que seu Governo terá duas fases: primeiro, aprovar as medidas de emergência e, posteriormente, propor "iniciativas concretas para modernizar as estruturas econômicas e sociais para ampliar as oportunidades das empresas e dos cidadãos".

O caminho do Governo de Monti para tirar o país da crise se mostra difícil, como ele mesmo reconheceu. "Vai ser dificilíssimo, e tenho a sensação que por isto estou aqui", comentou.

Monti terá que negociar cada lei que queira aprovar com um Parlamento muito heterogêneo que, no passado, já rejeitou medidas como as que o ex-comissário europeu pretende introduzir agora.

O partido de Berlusconi, Povo da Liberdade (PDL), já se mostrou totalmente contrário à aplicação de um imposto sobre o patrimônio imobiliário, assim como também porá obstáculos à reintrodução do Imposto sobre Bens Imobiliários, eliminado pelo Governo anterior.

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