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Mesmo com o novo ciclo de alta no preço do petróleo motivado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, a equipe econômica do governo federal descarta um retorno da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel. Continuam, porém, o benefício de R$ 1,12 e o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, prorrogado nesta quinta-feira (23).
"Considerando nossa estratégia de suavização de preços, é preciso olhar o que está acontecendo no preço final ao consumidor. Hoje, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, segurar um pouco a estratégia de retirada gradual tendo em vista a piora do cenário, mas também entendemos que não justifica retomar o de R$ 0,35 até aqui", revelou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação da avaliação do resultado primário do terceiro bimestre, ocorrida nesta sexta-feira (24).
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As medidas ainda em vigor custam cerca de R$ 6,7 bilhões por mês aos cofres públicos. Primeiro a entrar no mercado, o subsídio de R$ 0,35 foi retirado em 1º de julho, sob a avaliação de que os confrontos já estavam em vias de resolução com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.
Em maio, o Planalto anunciou a subvenção à gasolina, que segue valendo. Para buscar maior concentração no comércio nacional, o Ministério de Minas e Energia ainda ampliou a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, válida por seis meses e prorrogável por até um ano. A medida, agendada para 1º de agosto, é questionada na Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF).
Na quarta-feira (22), os rebeldes houthis atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, apoiados pelo Irã. A Arábia Saudita respondeu com um ataque contra a cidade de Hodeida, no Iêmen. Com isso, o preço do barril do tipo Brent atingiu US$ 100, o que não ocorria desde maio.




