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PF faz operação sobre filme Dark Horse autorizada por Dino

São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Caso ocorre logo após Fachin intervir em guerra de liminares.
São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Caso ocorre logo após Fachin intervir em guerra de liminares. (Foto: Luiz Silveira/STF)

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, para apurar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares relacionados à produção do filme Dark Horse.

São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, dona da produtora Go Up, responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a PF, é apurada a "movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado".

O movimento ocorre na manhã seguinte à decisão do presidente da Corte, Edson Fachin, de suspender uma determinação de Dino para que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, fossem reintegrados. Ele também derrubou a decisão do ministro André Mendonça que determinava o afastamento.

Andrei usou filme para direcionar pedido a Dino

Andrei usou justamente o filme para direcionar seu pedido a Dino. O processo escolhido era de 28 de agosto, antes da deflagração da crise. A justificativa foi de que a retirada do cargo atrasaria a remessa de provas da Polícia Civil de São Paulo para a PF.

Agora, estão em tela suspeitas dos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. De acordo com a PF, as investigações apontam para a existência de uma organização criminosa que direcionaria valores de emendas parlamentares para empresas subcontratadas de forma irregular.

Em outra frente de investigação relacionada ao filme, Mendonça homologou nesta quarta-feira (9) a delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”. Apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, o dono da Entre Investimentos afirmou ter transferido pouco mais de US$ 12 milhões ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, usado para receber recursos destinados ao financiamento de Dark Horse.

A Gazeta do Povo entrou em contato com Frias e Gama. O espaço segue aberto para manifestação.

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