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As ações da montadora francesa Renault caíram ao menor patamar em 17 anos nesta quinta-feira (14) | LOIC VENANCE/AFP
As ações da montadora francesa Renault caíram ao menor patamar em 17 anos nesta quinta-feira (14)| Foto: LOIC VENANCE/AFP

A França não está considerando exigir devolução das isenções de impostos por baixas emissões de veículos da montadora Renault após testes mostrarem que as emissões de alguns de seus carros excedem os limites, disse a ministra da Energia, Segolene Royal, ao jornal Le Parisien.

“Isto não está sendo considerado no momento. Para isso, teremos que estudar em quanto exatamente os limites foram excedidos”, disse Royal no jornal nesta sexta-feira (15).

Ela acrescentou que as emissões de cerca de 80 modelos de 11 montadoras, incluindo a Renault, ainda têm que ser testados, o que vai levar até o verão (no Hemisfério Norte). “Sem esperar pelos resultados dos testes, a Renault deve agir agora para ter certeza que seus motores respeitam os limites de emissões”, disse.

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A Renault afirmou que as investigações até agora não mostraram “evidência de um dispositivo fraudulento equipado em veículos da Renault”, em referência ao tipo de software usado pela Volkswagen e descoberto pelos investigadores dos Estados Unidos para fraudar os testes de emissões.

Impacto na Bolsa

As ações da montadora francesa Renault caíram ao menor patamar em 17 anos nesta quinta-feira (14) afetadas por investigação de fraude em emissões poluentes parecida com a que envolve a Volkswagen. As ações chegaram a despencar 23%, na maior desvalorização desde 4 de janeiro de 1999, perdendo 5,8 bilhões euros em valor de mercado.

Investigadores teriam confiscado no último dia 7 computadores em quatro prédios da companhia, incluindo a sede, localizada em Boulogne-Billancourt. Fiscais do escritório de fraude do Ministério da Economia francês estiveram nos locais que realizam testes padrões e emitem certificações, de acordo com informações de uma pessoa ligada ao sindicato da Renault.

A montadora afirmou que os investigadores estavam avaliando a maneira como a empresa usa a tecnologia de exaustão de poluentes em um inquérito que se segue a um anterior promovido pelo governo francês.

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Fiscalização

As autoridades francesas que apuram o escândalo da Volkswagen na Europa estenderam a investigação para várias montadoras, incluindo a Renault e a Peugeot.

A fiscalização sobre as montadoras se intensificou a partir de setembro do ano passado, quando veio à tona que a Volkswagen teria utilizado dispositivo para fraudar os resultados dos controles de dados de emissões em milhões de veículos em todo o mundo, em várias marcas de seus automóveis, entre 2009 e 2015.

No último dia 8, dois procuradores dos Estados Unidos afirmaram que a Volkswagen não cooperou com os estados dos Estados Unidos nas investigações sobre a tecnologia usada para adulterar a quantidade de gases poluentes emitidos por seus veículos a diesel.

O governo dos EUA entrou, no dia 4, com uma ação civil contra o Grupo Volkswagen com a alegação que a montadora violou as normas de ar limpo (Clean Air Act) do país, instalando dispositivos ilegais que maquiaram as emissões de 600 mil veículos.

As penalidades civis no processo, aberto pelo Departamento de Justiça em nome da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) e apresentado ao tribunal distrital de Detroit, podem custar mais de US$ 20 bilhões à multinacional alemã, segundo a ação.

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