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Renegociação

Governo pretende parcelar em até 12 anos dívidas de MEIs em impostos, diz ministro

Governo pretende parcelar em até 12 anos dívidas de MEIs em impostos, diz ministro
Governo pretende parcelar em até 12 anos dívidas de MEIs em impostos, diz ministro (Foto: Beto/MEMP)

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O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, revelou, em entrevista ao jornal O Globo divulgada nesta quarta-feira (24), que o governo prepara uma versão do programa Desenrola voltada a dívidas em impostos dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

"Será especificamente sobre dívidas fiscais dos MEIs, que vão além do Desenrola. Hoje temos cerca de 3 milhões a 4 milhões de MEIs que estão em dívida daqueles R$ 80 que precisam ser pagos todo mês. Vai ser uma transação tributária, um dos programas que a Receita pode fazer para renegociar dívidas", afirmou.

De acordo com Pereira, o programa que está para ser anunciado oferecerá 70% de desconto nos juros, desde que fique mantido o valor principal da dívida. O parcelamento pode chegar 145 meses (12 anos) no quadro geral ou 60 meses (5 anos) para dívidas contraídas há mais de um ano.

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O ministro, no entanto, já detalhou as limitações: os microempreendedores poderão renegociar no máximo R$ 20 mil e não poderão pagar parcelas menores do que R$ 25. Atualmente, já há a possibilidade de renegociação, mas com condições menos vantajosas: pagamento em até dois anos e parcela mínima de R$ 50.

Parte de uma série de benefícios lançados em ano eleitoral, a medida integra um pacote maior que prevê, ainda, a ampliação do teto de faturamento do MEI, valor máximo que alguém pode arrecadar em um ano para continuar enquadrado na categoria. Hoje, esse teto é de R$ 81 mil. Caso o projeto do governo seja aprovado, o faturamento máximo anual passaria para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com impacto aos cofres públicos de R$ 2 bilhões por ano.

O ministro também sinalizou que o governo pretende "fazer um esforço para reorganizar a lógica" do Simples Nacional. A reforma teria como objetivo corrigir distorções no regime tributário das micro e pequenas empresas.

"Por exemplo, se pegarmos uma pequena fábrica de camisetas que fature R$ 400 mil. Ela gasta com funcionários, insumos, custo de energia, custo financeiro. Ao mesmo tempo, um profissional liberal que trabalha sozinho, e fatura os mesmos R$ 400 mil, paga a mesma alíquota. A alíquota baixa sobre o faturamento da fábrica, que terá margem de lucro baixa, faz sentido", argumentou.

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