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Carro de motorista parceiro da Uber. Foto: Jonathan Campos/Arquivo/Gazeta do Povo| Foto:

A paralisação de motoristas que trabalham com aplicativos de transporte de passageiros, realizada nesta quarta-feira (8), foi acompanhada de alta nos preços de corridas, que ficaram até 50% mais caras em alguns trajetos e horários. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba registraram cobranças acima daquelas normalmente praticadas, de acordo com a observação de usuários e dos próprios motoristas da Uber.

A alta nos valores, de modo geral, se dá pela ativação da tarifa dinâmica, automaticamente aplicada pelo APP quando a demanda pelo serviço está muito acima da disponibilidade de motoristas naquele momento ou local. Apesar desta lógica, a empresa se limitou a afirmar que não houve flutuações incomuns durante o dia. A Uber não se manifestou sobre os protestos. No país, os motoristas se organizaram especialmente meio de por grupos de WhatsApp e tinham como reivindicação a melhoria das remunerações, com aumento das tarifas cobradas dos passageiros e redução da fatia retida pela empresa, que varia entre 25% e 40%

No exterior, motoristas também participam do protesto, chamado de Uber Off (Uber desligado, em tradução livre). Lá fora o principal motivador para a manifestação é a entrada da empresa na Bolsa de Valores, com oferta pública inicial marcada para esta sexta-feira (10). Na Grã-Bretanha, os condutores iniciaram o dia de greve com protesto em alusão à disparidade entre as condições de trabalho e as cifras vultuosas que os investidores provavelmente conseguirão levantar com a estreia no mercado de ações. A Uber espera arrecadar até US$ 9 bilhões no IPO, atingindo US$ 91 bilhões em valor de mercado.

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