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Esta é uma reportagem de 2014. Informações atualizadas sobre a greve dos bancários estão disponíveis neste tópico sobre o assunto.

Banco do Brasil continua em greve em Curitiba e RMC

No Paraná, apenas o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana recusou a proposta da direção nacional do Banco do Brasil. Em assembleia deliberativa, aproximadamente 800 trabalhadores da categoria consideraram as propostas do banco insuficientes. Porém, votaram a favor das propostas da Caixa Econômica e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

O Banco do Brasil havia proposto aumento salarial de 8,5%, reajuste de 9% nos pisos, contratação de 2 mil funcionários até dezembro de 2015 e pagamento de 100% das horas extras em todas as agências, entre outras. No entendimento do sindicato, contudo, o banco deve contratar mais funcionários e aprimorar as propostas sobre o plano de carreira dos trabalhadores.

Os bancos do Paraná voltam a funcionar normalmente a partir desta terça-feira (7), depois que os sindicatos dos bancários de várias cidades paranaenses votaram em assembleia pelo fim da paralisação nesta segunda-feira (6). Após nove rodadas de negociações com os bancos, foram consideradas suficientes todas as propostas apresentadas na última sexta-feira (3) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Caixa Econômica e Banco do Brasil. A exceção foram os funcionários do Banco do Brasil em Curitiba e Região Metropolitana (RMC), que não aceitaram a negociação e irão continuar a paralisação (leia ao lado).

Além de Curitiba e RMC, as cidades paranaenses que realizaram assembleias deliberativas sobre a greve foram Cascavel, Maringá, Foz do Iguaçu, Goioerê, Apucarana, Campo Mourão, Cianorte, Londrina, Telêmaco Borba, Umuarama, Paranavaí, Cornélio Procópio, Arapoti e Paranaguá.

Para Gladir Antonio Basso, presidente da Federação dos Bancários do Paraná (FEEB-PR), grande parte das reivindicações da categoria foi alcançada. "É claro que os bancários gostariam de um reajuste maior e de propostas melhoradas, mas o que conseguimos nesse curto período de tempo é um bom indicativo. Basta observar o comprometimento com o fim do assédio moral e das metas abusivas", afirma Basso. Segundo o presidente da FEEB-PR, aproximadamente 18 mil bancários brasileiros são afastados anualmente da atividade por doenças ocupacionais, em decorrência do assédio e das metas. "Agora isso começará a mudar", garante.

Propostas aceitas

A Fenaban aumentou o reajuste de 7,35% para 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% nos pisos e de 12,2% no vale-refeição. Os bancos também se comprometeram a monitorar as metas com equilíbrio e respeito, a fim de prevenir conflitos nas relações de trabalho. Para compensar os dias parados durante a greve, a Fenaban sugere o adicional de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para aqueles funcionários que trabalham seis horas por dia, e uma hora por dia entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas diárias.

A Caixa Econômica propôs reajuste salarial de 9% para todos os níveis de cargo efetivo, contratação de mais dois mil empregados até dezembro de 2015, ampliação do vale-cultura para quem ganha oito salários mínimos ou menos e pagamento de 100% de horas extras realizadas nas agências com até 20 empregados.

Já o Banco do Brasil apresentou aumento salarial de 8,5%, reajuste de 9% nos pisos, contratação de 2 mil funcionários até dezembro de 2015 e pagamento de 100% das horas extras em todas as agências.

Bancários de seis capitais do Brasil encerram greve

A greve dos bancários chegou ao fim também em São Paulo, Rio de Janeiro Belo Horizonte, Brasília, Maceió e Teresina, segundo informações da assessoria de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Além de Curitiba, em Porto Alegre os sindicatos aprovaram as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pela Caixa Econômica Federal, mas rejeitaram a oferta do Banco do Brasil.

Segundo a assessoria da Contraf-CUT, um balanço completo sobre as votações das assembleias ao redor do Brasil somente será publicado amanhã devido às dificuldades de obter informações de todos os sindicatos.

O Comando Nacional dos Bancários representa 134 sindicatos e orientou todos a aprovarem a proposta apresentada pela Fenaban na sexta-feira. Também estiveram em pauta nesta segunda-feira propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

A greve nacional foi aprovada na noite de 29 de setembro. Entre as reivindicações da categoria estavam reajuste salarial de 12 5%, com a recomposição da inflação medida pelo INPC e aumento real de 5,8%, elevando o piso salarial a R$ 2.979,25. No ano passado, os bancários promoveram uma greve nacional de 23 dias, e a categoria somente retomou as atividades em todo o País após um reajuste de 8,0%, o que representou um ganho real de 1,82%.

Os bancários ainda pedem o fim de metas consideradas abusivas. A proposta da Fenaban proíbe a cobrança de metas não somente por SMS, mas também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.

Para compensar os dias parados por conta da greve nacional, a Fenaban ofereceu a compensação de uma hora por dia entre 15 de outubro e 31 de outubro, para quem trabalha seis horas por dia. Para funcionários com carga horária de oito horas por dia, a compensação ocorrerá entre 15 de outubro e 7 de novembro.

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