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Dólar fecha em forte alta

O dólar fechou em forte alta nesta sexta-feira puxado pela maior demanda no fim do ano diante da redução dos estímulos monetários nos Estados Unidos e da extensão do programa de atuações cambiais menos intenso do Banco Central brasileiro. A moeda norte-americana avançou 1,58%, a R$ 2,3875 na venda, chegando a R$ 2,3902 na máxima da sessão. Na véspera, a moeda dos Estados Unidos fechou em alta de 0,33%, a R$ 2,3503.

"Os números da economia dos EUA vão balizar o mercado, após a diminuição do aporte do Fed", afirmou o superintendente de câmbio da Intercam, Jaime Ferreira. "A avaliação do mercado é que, dependendo da evolução mais forte da economia, o Fed poderá acelerar a retirada dos estímulos", emendou.

A economia dos EUA cresceu no ritmo mais rápido em quase dois anos no terceiro trimestre, a uma taxa anual de 4,1 por cento, em vez do ritmo de 3,6 por cento divulgado anteriormente neste mês.

Na quarta-feira, o Federal Reserve, banco central norte-americano, anunciou que começará a reduzir seu programa mensal de estímulos em 10 bilhões de dólares, a 75 bilhões de dólares, o que vai limitar um pouco a liquidez mundial.

Poucas horas depois, veio o BC brasileiro divulgando que vai estender seu programa de intervenções cambiais até meados de junho, mas com a metade do que é ofertado hoje em leilões de swap cambial tradicional -- equivalente à venda de dólares no futuro.

O principal índice da bolsa paulista fechou no vermelho nesta sexta-feira (20), com investidores realizando lucros após duas fortes altas, mas teve sua primeira semana em cinco no azul. O Ibovespa recuou 0,87%, a 51.185 pontos. Na semana, subiu 2,27%. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,5 bilhões.

Após a decisão de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, ter tirado uma boa dose de incerteza dos mercados na quarta-feira, o Ibovespa subiu mais de 2% na quinta. Do fechamento de terça-feira ao de quinta, a alta acumulada chegou a 3,1%. "Ontem (quinta) o Ibovespa subiu mais forte que todo mundo, então hoje está ocorrendo um ajuste", disse o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi.

Segundo ele, a indicação do Fed de que a retirada de seu programa de estímulos ocorrerá de forma gradual ajudou a melhorar o clima das negociações. O Ibovespa, que já iniciou o dia em queda, chegou perto da estabilidade por volta das 14h, em meio ao tom positivo dos mercados externos. Depois, voltou a cair puxado pela queda das blue chips Petrobras e Vale.

A petroleira, cuja ação preferencial subiu 2,4 por cento na véspera, fechou no vermelho apesar de declarar comercialidade de três áreas do pré-sal na véspera. "Classificamos como positiva a notícia de comercialidade da área de Carioca... O problema é o caixa da empresa, seu elevado endividamento e prejuízos da área de abastecimento", disseram analistas da XP Investimentos em relatório.

Eletropaulo, que acumulou alta superior a 30 por cento em três pregões, teve a queda mais acentuada desta sexta, de 11,77 por cento. No outro sentido, Oi, Gol e JBS foram destaques positivos.

JBS, que publicou edital com detalhes da oferta pública de permuta de ações da Vigor, também subiu. Fora do índice, Log-in recuou 9,09 por cento, após a Vale afirmar que fará leilão na bolsa para vender todas as suas ações da empresa de logística.

As bolsas dos Estados Unidos avançavam, com investidores animados pela revisão final do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que subiu 4,1 por cento, em vez do ritmo de 3,6 por cento divulgado anteriormente.

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