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Consumidor

Inadimplência no varejo cai 12,11% em novembro

Queda se deve à preocupação das famílias em não se endividarem às vésperas do Natal e à injeção de novos recursos na economia, como o pagamento do 13º salário

A preocupação das famílias em não se endividarem às vésperas do Natal e a injeção de novos recursos na economia, como o pagamento do 13º salário, permitiram que os consumidores limpassem seu nome e honrassem compromissos, fazendo com que a inadimplência registrasse uma queda de 12,11% em novembro sobre outubro. A avaliação é da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), responsável pelos números divulgados nesta sexta-feira (9).

No entanto, na comparação com novembro do ano passado, houve um aumento da inadimplência de 9,46%. No acumulado de 2011, a elevação é de 5,69%. Os técnicos da CNDL citaram que a economia está passando por um período de instabilidade devido à crise externa. "Diante deste cenário adverso, consumidores e empresários estavam menos confiantes, o que dificultou o pagamento das dívidas", argumentaram.

Eles disseram ainda que o encarecimento do crédito no início deste ano, com o aumento da taxa de juros, contribuiu para a elevação do número de registros de inadimplência este ano ante 2010.

Queda no varejo

As vendas no varejo registraram queda de 5,24% em novembro na comparação com outubro, mas subiram 4,32% ante novembro do ano passado. No acumulado do ano, o desempenho do comércio está 5,32% melhor que em idêntico período de 2010.

A queda de outubro para novembro foi atribuída pela entidade a uma base de comparação relativamente forte por conta da comemoração do Dia das Crianças. "Entende-se ainda que, dada a deterioração do cenário econômico, devida à crise econômica internacional, muitos consumidores estão mais cautelosos com seu orçamento, procurando gastar menos e poupar mais para poderem ter seu consumo garantido no Natal", analisaram os técnicos da CNDL.

Em relação ao crescimento das vendas em novembro ante o mesmo mês de 2010, a confederação destacou que a desaceleração da atividade, nesta base de comparação, já era aguardada em função do aquecimento da economia no ano passado. "Contudo, o comércio se mostra sólido, sustentado pelo mercado de trabalho e pelo crédito", comentaram os técnicos da instituição por meio de nota.

A CNDL enfatizou que a redução da Selic e a reversão das medidas de restrição ao crédito à pessoa física, que haviam sido impostas no início do ano, contribuem para um desempenho melhor da atividade comercial.

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