Os principais índices acionários europeus fecharam em queda nesta sexta-feira, após uma série de nove altas seguidas, com ações de tecnologia mais fracas ofuscando a alta do setor financeiro.
O mercado foi pressionado por dados que mostraram que a confiança do consumidor norte-americano piorou no fim de julho e atingiu o menor nível desde abril.
O índice FTSEurofirst 300, principal referência dos mercados acionários europeus, fechou com variação negativa de 0,08 por cento, a 907 pontos --após ter atingido máxima de 915 pontos, maior patamar desde meados de novembro.
"Estamos saindo de uma onda de nove dias de ganhos ininterruptos. Embora temos alguns resultados razoáveis no segundo trimestre, não há nada para dizer que a crise já acabou", afirmou Howard Wheeldon, estrategista do BGC Partners.
Apesar do declínio desta sessão, o indicador acumulou ganho de 11,3 por cento nas últimas duas semanas e de 9 por cento este ano. Desde a mínima histórica atingida no início de março, a alta é de 40 por cento, mas ante o pico de 2007 a baixa ainda é de 44 por cento.
Os papéis de tecnologia apresentaram a pior performance. Ericsson caiu 7,7 por cento, com o declínio econômico se aprofundando em seu mercado.
Alcatel-Lucent, Infineon Technologies e Nokia cederam entre 1,9 e 3,9 por cento.
Na ponta de alta, ficaram os bancos. Standard Chartered, Société Générale, Banco Santander e Barclays avançaram entre 1,3 e 3,3 por cento.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em alta de 0,37 por cento, a 4.576 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,34 por cento, para 5.229 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 recuou 0,22 por cento, para 3.366 pontos.
Em MILÃO, o índice FTSE/MIB encerrou em queda de 0,40 por cento, a 20.161 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou avanço de 0,66 por cento, a 10.438 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve depreciação de 0,62 por cento, aos 7.253 pontos.



