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Comércio exterior

Indústria do plástico vê risco a pequenas empresas com novo tarifaço

Associação alerta para possível insustentabilidade de operação com conversão lenta a outros mercados.
Associação alerta para possível insustentabilidade de operação com conversão lenta a outros mercados. (Foto: Patrick Weißenbacher/Pexels)

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A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) avalia que a sobretaxa de 25% dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros deve ser maior para pequenas e médias empresas, com risco de tornar as operações insustentáveis, uma vez que seria necessário mais tempo para a conversão para outros mercados, como a China.

A projeção é de uma nota divulgada nesta segunda-feira (20). Para a entidade, o novo tarifaço deve agravar ainda mais um recuo de 13% nas exportações ao país observado desde o início de 2025, quando surgiram as ameaças. A fatia representa US$ 2,6 bilhões.

A alíquota vem de encontro a um investimento em modernização que, de acordo com a entidade, chegou a R$ 5 bilhões no primeiro semestre. Apesar da queda nas relações com o mercado americano, as exportações em geral cresceram 4% no mesmo período. O setor plástico responde por cerca de 1% do PIB nacional e possui cerca de 14,6 mil empresas, empregando cerca de 400 mil pessoas diretamente e movimentando mais de R$ 123 bilhões.

O novo tarifaço foi confirmado nesta quarta-feira (15). O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) alegou injustiças na relação comercial entre os dois países, desvantagens a empresas por conta do Pix, falhas no combate à corrupção e censura por parte do Judiciário. O governo brasileiro segue culpando a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas diz que manteve o canal de negociações até o fim.

"O mercado americano é um grande consumidor de produtos plásticos. Com essa tarifa de 25%, o Brasil perde competitividade e passa a disputar espaço em condições muito menos favoráveis do que outros países, o que coloca em risco as exportações do setor", argumenta Roriz.

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