
Entre 2001 e 2008, Roger Agnelli, à frente da Vale, foi um dos empresários mais bem relacionados com o governo, chegando a receber o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para jantar em sua casa. Mas a situação mudou drasticamente após a crise financeira internacional ser deflagrada no fim de 2008.
Na época, a companhia anunciou um corte em sua produção e demitiu quase 2 mil pessoas para se ajustar à forte retração da demanda mundial por matérias-primas. Os ajustes foram duramente criticados publicamente por Lula, que reclamava também do baixo investimento em siderurgia da segunda maior mineradora do mundo. O armistício veio no fim de 2009, empacotado em um plano de investimento recorde de US$ 12,9 bilhões para 2010, que contemplava quatro projetos siderúrgicos, uma antiga demanda do governo. Um novo desconforto foi criado após uma declaração de Agnelli no fim de 2010. Na época, o executivo classificou os rumores sobre sua substituição como um "jogo político" e disse que o que estaria por trás disso seria o fato de haver muita gente do PT "procurando cadeira".







