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 | Divulgação/Asus
| Foto: Divulgação/Asus

Líderes mundiais, a Samsung e a Apple continuam no topo, mas são cada vez mais ameaçadas por empresas menores que têm conseguido apresentar aparelhos mais inovadores e com um melhor custo-benefício. A Lenovo, nesta semana, alfinetou as marcas com uma campanha publicitária em que diz que os novos aparelhos das duas empresas são mais do mesmo – e pode falar isso com propriedade, já que o Moto Z foi, de fato, o smartphone mais inovador lançado neste ano.

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Outra companhia que corre por fora e tem feito sucesso entre os brasileiros é a Asus. Novata no mercado de celulares, a companhia de Taiwan adotou desde o início uma estratégia agressiva: dotar seus aparelhos de ótimas configurações com preços relativamente baixos (ainda mais se comparados com os valores dos top de linha da Apple e concorrentes). Mês passado, a marca lançou no Brasil sua nova linha Zenfone 3, sem grandes mudanças nessa fórmula.

Pra ir direto ao ponto: o Zenfone 3 é, possivelmente, o celular com melhor custo-benefício disponível hoje nas lojas. O que não significa, claro, que é o melhor celular, mas sim que é o aparelho que pode entregar o melhor resultado a um preço mais razoável, abaixo dos R$ 2 mil.

Vale destacar que a Asus está vendendo seis versões diferentes do Zenfone 3, com preços entre R$ 999 e R$ 4.899 – veja as especificações de cada uma mais abaixo. A versão padrão sai por R$ 1.499 e R$ 1.899, sendo que foi esta última que chegou à Redação da Gazeta do Povo e foi testada.

Pontos positivos

De cara, a principal evolução em relação às linhas anteriores é o novo design do celular, que passou por uma mudança drástica. O Zenfone 3 ganhou um acabamento em metal e vidro – esqueça a tampa de plástico das últimas versões – e perdeu a pequena faixa de metal com ranhuras na frente do aparelho, que tinha se tornado uma marca registrada.

O aparelho vem com Gorila Glass 2.5D na frente e atrás e também está mais fino.Ao fim, o Zenfone 3 ganhou uma cara mais refinada, que se aproxima bastante dos celulares top de linha dos concorrentes. Mas, por outro lado, o celular perdeu identidade e, de longe, parece um tanto quanto genérico – tire suas próprias impressões na galeria de fotos. Além disso, apesar da Asus defender que o celular está mais confortável de segurar, a sensação é de que o aparelho pode escorregar da mão a qualquer momento, por conta do revestimento de vidro.

Completa a mudança no visual um bem-vindo sensor de impressões digitais na traseira do celular, logo abaixo da câmera. O principal uso do sensor é para o desbloqueio da tela – um ótimo incremento em comparação com o incômodo botão de ligar/desligar do Zenfone 2 que fica no topo do aparelho.

Em relação ao hardware, pode-se dizer que o conjunto ligado à performance e às câmeras, que já chamava a atenção nas versões anteriores, continua sendo o ponto alto do smartphone. O Zenfone 3 de R$ 1.899 vem com um processador Qualcomm Snapdragon 8953, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento, que garantem um celular rápido e com uma navegação fluída e sem bugs, mesmo quando vários aplicativos estão abertos.

As duas câmeras também entregam um ótimo resultado, com captura instantânea (sem aquele delay chato entre o clique e a captura da imagem, comum em modelos intermediários), autofoco super rápido e eficaz que evita imagens borradas e cores vibrantes. A câmera traseira tem 16 MP e a frontal, 8 MP, ambas com abertura f/2.0 – o Zenfone 2 vinha com câmeras de 13 MP e 5 MP. Outro atrativo são os vários modos de captura, vários já presentes nas últimas versões, como a câmera lenta, retrocesso de tempo, pouca luz, profundidade de campo, miniatura, manual, etc.

Por fim, vale destacar a bateria (um problemão pra muita gente). Surpreendentemente, durante o teste o celular aguentou quase dois dias de uso ocasional ininterrupto (conectado à internet, usando aplicativos e checando redes sociais, mas sem visualizar vídeos). Carreguei o aparelho no início da noite de uma terça-feira e só fui colocá-lo na tomada novamente no meio da tarde de quinta-feira.

  • Zenfone 3 Max
  • Traseira do Zenfone 3 Max
  • Versão “tradicional” do Zenfone 3
  • Versão dourada do Zenfone 3 padrão
  • Zenfone 3 Deluxe
  • Traseira do Zenfone 3 Deluxe

Pontos negativos

Alguns incômodos das versões anteriores permanecem no Zenfone 3. O Android modificado pela Asus em uma plataforma chamada ZenUI 3.0 é atrativo por um lado e irritante por outro. É possível personalizar bastante a interface do sistema, mas há um excesso de comandos e abas e pop-ups que abrem com frequência assim que você começa a mexer em configurações mais avançadas. Aqueles que preferem um sistema Android puro, mais simples e direto, devem passar longe do Zenfone 3.

Outra decisão de gosto duvidoso é a insistência da Asus em encher o sistema de penduricalhos – há um excesso de aplicativos pré-instalados desenvolvidos pela própria marca, que estão ali apenas para ocupar espaço.

Vale a pena trocar?

Mesmo com a mudança drástica no design, consumidores que já têm um Zenfone 2 devem pensar duas vezes antes de trocar de aparelho. A versão anterior continua sendo uma ótima pedida, com uma configuração capaz de atender muito bem quem usa o celular no dia a dia, sem exigir muito do aparelho.

Assim, é provável que o Zenfone 3 seja mais atrativo para quem quer mudar de marca ou fazer uma transição segura (e mais em conta) para um aparelho robusto, deixando de lado aquele celular de entrada ou intermediário mais modesto. Essa falta de evolução entre as gerações não é exclusiva da Asus, longe disso. Dificulta o fato de que, além dos limites da tecnologia, as marcas também têm que encarar consumidores mais “pé no chão”, que não têm dinheiro de sobra e estão ficando com o mesmo celular por mais tempo.

Confira as especificações e preços da linha Zenfone 3

O Zenfone 3 está à venda em diferentes especificações e preços, que variam bastante – naturalmente, os modelos com configurações mais robustas saem mais caro. Veja abaixo os diferenciais e valores de cada aparelho, conforme as informações presentes no site oficial da Asus:

Zenfone 3 Max

É o celular mais em conta da linha, que tem como principal atrativo a bateria de longa duração (a promessa é de uma autonomia de 36 horas).

  • Tela de 5,2 polegadas
  • Processador Mediatek de 1,25 GHz
  • 2 GB de RAM e 16 GB de espaço de armazenamento
  • Câmera traseira de 13 MP e frontal de 5 MP
  • Bateria de 4.100 mAh
  • Preço: R$ 999

Zenfone 3

É o modelo padrão da linha, que vem em duas versões diferentes – o que muda é o tamanho da tela, a memória RAM, o espaço de armazenamento e a capacidade da bateria.

Versão de entrada

  • Tela de 5,2 polegadas
  • Processador Qualcomm Snapdragon 8953
  • 3 GB de RAM e 32 GB de espaço de armazenamento
  • Câmera traseira de 16 MP e frontal de 8 MP
  • Bateria de 2650 mAh
  • Preço: R$ 1.499

Versão mais robusta

  • Tela de 5,5 polegadas
  • Processador Qualcomm Snapdragon 8953
  • 4 GB de RAM e 64 GB de espaço de armazenamento
  • Câmera traseira de 16 MP e frontal de 8 MP
  • Bateria de 3000 mAh
  • Preço: R$ 1.899

Zenfone 3 Deluxe

É o top de linha, que tem como principal diferencial uma tela maior e câmeras melhores. O Deluxe também vem em duas versões (o que muda basicamente é o espaço interno):

Versão de entrada

  • Tela de 5,7 polegadas
  • Processador Qualcomm Snapdragon MSM8996 2,15 GHz
  • 6 GB de RAM e 64 GB de espaço de armazenamento
  • Câmera traseira de 23 MP e frontal de 8 MP
  • Bateria de 3000 mAh
  • Preço: R$ 3.899

Versão mais robusta

  • Tela de 5,7 polegadas
  • Qualcomm Snapdragon MSM8996P 2,4 GHz
  • 6 GB de RAM e 256 GB de espaço de armazenamento
  • Câmera traseira de 23 MP e frontal de 8 MP
  • Bateria de 3000 mAh
  • Preço: R$ 4.899
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