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Investidor de Petrobras deve manter sangue frio em momento de baixa

Pequeno investidor que decidir se desfazer dos papéis irá contra a tradicional máxima para ganhar dinheiro com ações: comprar na baixa e vender na alta

O pequeno investidor com ações da Petrobras que vê o valor de seu investimento derreter precisa de sangue frio neste momento: o preço está baixo e não é hora de vender.

Se decidir se desfazer do papel, iria contra a tradicional máxima para ganhar dinheiro com ações: comprar na baixa e vender na alta.

Em 17 de março deste ano, por exemplo, a cotação das ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas, atingiu o menor nível desde 8 de junho de 2005, ao fechar em R$ 12,57. Quase seis meses depois, em 9 de setembro, a mesma ação preferencial estava cotada a R$ 24,56, alta de 95,4% no período.

Com as ordinárias, aquelas que dão direito a voto, aconteceu o mesmo. Em 17 de março atingiram o menor patamar desde 16 de setembro de 2004, após encerrarem o pregão cotadas a R$ 12,02. No mesmo dia 2 de setembro, fecharam a R$ 23,29, salto de 93,8% nesse intervalo.

Por isso, especialistas advertem que o investidor mantenha os papéis em seu poder até as ações se recuperarem. Isso porque a Bolsa é um investimento de longo prazo, que deve ser feito com conhecimento e planejamento.

Além disso, manter o sangue frio evita que o investidor seja mais um a cair no chamado 'efeito manada', que é quando muitos acionistas tomam a mesma decisão no caso, a de vender o papel e ao mesmo tempo. Antes de comprar uma ação, é importante se informar sobre a perspectiva envolvendo a empresa no curto e médio prazo.

Para a consultora financeira Aline Rabelo, o pequeno investidor é quem mais sai perdendo ao seguir o 'efeito manada'.'Quando o investidor começa a aplicar no mercado de ações, a gente nota um certo desespero. Se a ação cai 2%, ele vende. E aí acontece a perda. O contrário também ocorre. Quando ele compra, o movimento todo de alta já pode ter acontecido e ele acaba perdendo dinheiro', afirma.

Segundo o economista Samy Dana, da FGV (Fundação Getulio Vargas), diante desse cenário turbulento, o pequeno investidor deve aproveitar as oportunidades que surgem em outras áreas.

'Há alguns instrumentos, como o Tesouro Direto, nos quais o investidor pode garantir pelo menos a reposição da inflação e mais juros', diz.

A dica é sempre procurar por especialistas que possam ajudar o investidor a encontrar a melhor opção de aplicação. Nesse caso, diz Dana, os produtos financeiros que serão indicados vão depender do perfil de cada um e dos objetivos para o futuro.

Dólar

Para quem tem dívida em dólar ou pretende viajar ao exterior, recomenda-se investir em um fundo cambial ou comprar a moeda aos poucos.

Ficando atento às oscilações, é possível fazer uma média de cotações.

No longo prazo, a tendência é o dólar se valorizar com o fortalecimento da economia dos EUA, que eleva as perspectivas para alta de juros daquele país e, consequentemente, atrai capital para lá.

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