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Pesquisa

Investimento direto cairá no mundo, mas subirá no Brasil

  • PorAgência Estado
  • 24/09/2008 21:56

Crise reduzirá aportes em 10%, prevê ONU

A crise financeira vai reduzir o investimento no mundo em pelo menos 10%, prevê a Organização das Nações Unidas. Depois de atingir o nível recorde de US$ 1,8 trilhão em 2007, o investimento estrangeiro direto (IED) no mundo terá quedas em 2008 e 2009, pondo fim a um ciclo de quatro anos seguidos de crescimento.

A projeção é da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que ontem lançou seu relatório anual sobre investimentos. No ano passado, os investimentos tiveram crescimento de 30% em relação a 2006, atingindo a marca de US$1,83 trilhão.

Mas o quadro mudou para todos, admite a Unctad. Na apresentação do relatório, o secretário-geral da entidade, Supachai Panitchpakdi, disse que o volume de IED em 2008 e 2009 será afetado pelas turbulências e que deve cair 10%. "Com a queda no comércio, o declínio poderá ser ainda maior, inclusive entre os emergentes". afirma.

Anne Miroux, chefe da equipe de economistas que preparou o estudo, disse que o agravamento da crise os pegou de surpresa e que ficou muito difícil fazer projeções. Mas confirmou que o Brasil, na melhor das hipóteses, manterá em 2008 o mesmo volume do ano passado.

Já a imagem do Brasil melhorou. Uma pesquisa com 226 empresas do mundo inteiro, que faz parte do relatório, coloca o Brasil como o quinto destino preferido para investimentos. Numa enquete realizada entre abril e junho deste ano, 22% dos empresários apontaram o país entre suas preferências, 10% a mais que em 2006.

Folhapress

O Brasil não só deve escapar da redução do Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo em 2008, prevista ontem pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês), como poderá apresentar crescimento desses recursos no período. A projeção foi feita por representantes da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), responsável pela divulgação da pesquisa anual da Unctad no Brasil.

"Para o Brasil, a situação é inversa", avaliou o presidente da Sobeet, Luís Afonso Lima. Ele ressaltou que, no ano passado, o ingresso de IED no país somou US$ 34,6 bilhões e que a projeção da entidade para este ano aumentou de US$ 35 bilhões para um intervalo de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões.

O presidente da Sobeet lembrou que, no acumulado do ano até agosto, os investimentos já somam US$ 24,6 bilhões e que o próprio Banco Central, responsável pela divulgação dos números, prevê um saldo de US$ 30,4 bilhões até setembro. "Dessa forma, para atingir os US$ 35 bilhões este ano, basta um saldo mensal de US$ 1,4 bilhão, menos da metade do que foi visto até agora", calculou Lima.

Para Lima, portanto, o Brasil não apenas não será afetado como pode ser favorecido. "No ranking de todos os países, é possível que o Brasil passe alguns deles", previu.

Posições

Segundo o ranking da Unctad, o Brasil passou da oitava posição no recebimento de investimentos estrangeiros diretos (IED) em economias emergentes em 2006 para a quarta posição em 2007. No estudo anterior da Unctad, antes da atualização dos dados fechados do ano, o Brasil constava na quinta colocação em 2007. Nos dois anos em questão – 2006 e 2007 – a China se manteve na liderança da recepção de IED, atraindo US$ 72,7 bilhões e US$ 83,5 bilhões, respectivamente.

O segundo posto foi mantido por Hong Kong, que recebeu US$ 45,1 bilhões no primeiro ano e US$ 59,9 bilhões no segundo. A terceira posição também ficou estagnada com a Rússia (US$ 32,4 bilhões e US$ 52,5 bilhões) no período.

Já a quarta colocação, que era de Cingapura em 2006 (US$ 24,7 bilhões), foi transferida para o Brasil (US$ 34,6 bilhões) no ano seguinte.

Atratividade

Os dois fatores que diferem o Brasil dos demais países na atratividade de investimentos são, de acordo com Lima, o potencial de produção de commodities e, o mais importante, a obtenção do selo de grau de investimento por duas das três maiores agências de classificação de risco este ano (Standard & Poor's e Fitch).

Ele lembrou que a Sobeet realizou um estudo com um país mostrando que, no biênio que antecede a obtenção do título, o crescimento médio de IED no país em questão foi de 45% e que nos dois anos seguintes essa taxa passou para 174%. "Esses números já estão comprometidos no caso do Brasil por causa da crise", ponderou. Mesmo assim, segundo ele, o grau de investimento explica parte do aumento do IED brasileiro nos últimos meses.

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