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Avião da companhia aérea Latam| Foto: Reprodução/Latam

A Latam Airlines Brasil anunciou, na madrugada desta quinta-feira (9), que passou a integrar o processo de recuperação judicial da companhia nos EUA. Além do braço norte-americano da empresa, já faziam parte do pedido as afiliadas no Chile, Peru, Colômbia e Equador. O processo foi iniciado no dia 26 de maio.

No comunicado, a Latam Brasil afirma que a incorporação no pedido de recuperação judicial é um "movimento natural" por conta da pandemia do novo coronavírus. Segundo a companhia, trata-se da "melhor opção para ter acesso a novas fontes de liquidez", diante do prolongamento da crise.

A principal negociação é para a utilização do DIP – debtor-in-possession, em inglês –, por meio da recuperação judicial nos EUA. Segundo a Latam, o acordo para a operação já está em fase avançada de estruturação.

Além disso, a própria Latam, em conjunto com as demais companhias que operam no país, já estava negociando uma linha de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ministro da Economia, Paulo Guedes, já deu declarações públicas sobre o assunto, confirmando que o governo deve ofertar o financiamento ao setor por meio do BNDES.

Entre as condições que estão sendo negociadas está a da utilização de parte das ações das companhias como garantia, o que tornaria o governo sócio das empresas aéreas.

"Este movimento pode facilitar o financiamento que está em negociação com o BNDES, além de oferecer uma opção mais segura ao banco, já que o DIP (debtor-in-possession) tem prioridade em relação a outros passivos da empresa”, afirmou o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, no comunicado.

Como ficam os voos e os funcionários da Latam Brasil

No comunicado, a companhia afirma, ainda, que está "comprometida em preservar a continuidade dos negócios à medida que se reorganiza". Assim, estão mantidos os voos de passageiros e de carga. Passagens aéreas atuais e futuras, vouchers de viagem, pontos, reembolsos e benefícios também continuam valendo.

Além disso, a empresa informou que os funcionários continuarão sendo pagos normalmente, recebendo os benefícios previstos nos contratos de trabalho. A companhia vem negociando acordos com os funcionários, que incluem a redução permanente do salário por 18 meses, com garantia de estabilidade. As negociações ainda estão em curso com o Sindicato dos Aeronautas.

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