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O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, encerrou neste domingo (30) a sessão da Câmara Alta sem reflexos de um acordo que demonstre uma alta de impostos a partir de terça-feira próxima, a menos de 30 horas do temido "abismo fiscal".

"Vamos retornar amanhã (segunda-feira) às onze da manhã. Teremos mais anúncios, talvez às onze da manhã. Claro é o que espero", disse Reid em breves declarações no plenário do Senado.

Suas declarações deixaram claro que, pelo menos neste domingo, não haverá nenhum voto no Senado, apesar de continuarem as negociações entre democratas e republicanos.

Ao longo do dia, tanto Reid como o líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, mantiveram negociações febris, embora sem sucesso, sobre um pacto bipartidário que prorrogue os cortes tributários que vencem com o ano.

No vaivém de ofertas, concessões e recriminações durante todo o fim de semana, os republicanos aceitaram retirar das negociações sua exigência de cortar os benefícios do sistema de Seguro Social (previdência pública) mediante uma complexa e polêmica fórmula rejeitada pelos democratas.

Por sua vez, os democratas aceitaram aumentar de US$ 250 mil para US$ 400 mil o teto de renda abaixo do qual continuariam sendo aplicados os cortes tributários, apesar dos republicanos inicialmente insistirem que eles sejam prorrogados inclusive para os mais ricos.

"Agrada-me escutar que os republicanos eliminaram sua exigência de cortar os benefícios do Seguro Social. A verdade é que nunca deveriam tê-lo colocado sobre a mesa", disse Reid.

"Ainda existe uma distância significativa entre ambos os lados, mas as negociações continuam. Ainda há tempo de conseguir um acordo e pretendemos seguir as negociações", afirmou Reid, que previamente se manifestou "esperançoso, mas realista sobre a possibilidade de conseguir um acordo".

Se não for fechado um acordo, o plano de Reid é submeter a voto, nesta segunda-feira, uma proposta democrata que prorrogue os cortes tributários para quem ganha até US$ 250 mil e os subsídios de desemprego para dois milhões de pessoas, e estabeleça as bases para futuras negociações para a redução do déficit.

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