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Manter a cabeça fria foi o mantra dos analistas aos investidores nesta terça-feira (6), após a forte queda dos índices americanos e a desvalorização da Bolsa brasileira registradas na segunda-feira (5). Ainda pela manhã, a recomendação para quem tinha ações era de esperar, manter-se calmo, e esperar as cenas dos próximos capítulos. Pois bem, o capítulo desta terça (6) foi de alta de 2,48%, com o Ibovespa, índice dos papéis com maior liquidez na Bolsa brasileira, fechando em 83.894 pontos.

O dólar também se redimiu levemente: fechou com queda de 0,03%, a R$ 3,24 na venda e também no dólar futuro. Diante do cenário atual, porém, ainda é recomendável manter a cautela. 

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A queda de segunda-feira (5) foi puxada pelo receio dos investidores em relação a uma alta de juros mais forte do que o esperado nos Estados Unidos. Essa queda, segundo o economista-chede da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, impulsionou fortes movimentos de venda ao redor do mundo, afetando fortemente também as bolsas europeias e asiáticas.

“De fato, uma queda forte dos mercados pode contaminar a economia real por vários caminhos, reduzindo as decisões de gastos dos agentes, os empregos, os salários e as vendas. É muito provável que essa trajetória de realização encontre um limite nas políticas disponíveis aos BCs”, avalia Silveira. “Se houver riscos para a atividade econômica, os BCs irão relaxar a política monetária e impedir o derretimento dos mercados”, complementa ele.

A curto prazo, recuo na Bolsa é esperado

No curto prazo, no entanto, Fabrício Stagliano, analista-chefe da Walpires, diz que a tendência é de baixa, e a Bolsa brasileira pode retornar ao 79 mil pontos. Em 26 de janeiro, o índice atingiu os 85 mil pontos pela primeira vez na história.

“Não chega a ser uma correção preocupante, está dentro do normal para um mercado que subiu bastante. Mas, se o objetivo do investidor for de mais curto prazo, pode ser melhor ficar de fora”, diz.

Com cuidado, porém, o momento pode ser de ir entrando aos poucos no universo das ações. “Para quem não tem nada, pode ser uma oportunidade de ir começando a montar uma carteira, mas com bastante cautela, porque o cenário é incerto”, diz Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos.

“A compra deve ser progressiva. Se cair um pouco mais, compra, se recuar mais, compra de novo. Isso considerando, claro, boas ações, de empresas com governança e boa política de dividendos”, completa Bandeira.

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Publicado por Vida Financeira e Emprego em Segunda, 5 de fevereiro de 2018
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