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Executivo da Udacity ensina 5 passos para conseguir o emprego dos sonhos

Revisar perfis em redes sociais e entender o que você está buscando ajudam a melhorar o desempenho nos processos seletivos

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Entrevistas de emprego: esquecer o objetivo final ajuda a ter um desempenho melhor. | Pexels
Entrevistas de emprego: esquecer o objetivo final ajuda a ter um desempenho melhor. Pexels
 
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O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e para conseguir uma oportunidade é preciso adotar algumas medidas para melhorar o desempenho durante os processos seletivos. 

Caio Prates, gerente de carreiras da Udacity, conhecida como a Universidade do Vale do Silício e que chegou ao Brasil em 2016, separou cinco dicas que são uma espécie de passo a passo para você colocar em prática e conseguir uma vaga no mercado de trabalho.

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“Ao buscar um emprego, é importante enxergar o processo seletivo como uma jornada de aprendizado e evolução. A cada experiência de entrevista, por exemplo, você aprende como se posicionar melhor e como controlar o nervosismo”, explica Prates. Veja das dicas:

1. Entenda por que quer a vaga

De acordo com o gerente, o processo seletivo é um momento de autoconhecimento, que ajuda o profissional a ser mais assertivo a cada etapa. “Tudo começa com alguns questionamentos: por que eu quero e preciso deste emprego? O que desejo fazer e onde eu quero trabalhar?”, diz. 

É preciso entender qual a sua necessidade primária, baseada no seu momento de vida e carreira. Você pode estar querendo um emprego com salário maior, para se estruturar financeiramente, ou então desafiar-se  em uma nova área, caso esteja num momento mais confortável.

Vale lembrar que essa resposta pode mudar ou evoluir ao longo do tempo e o profissional fará essa reflexão a cada nova busca da carreira. 

2. Pegue informações sobre o emprego de várias fontes

Depois que o profissional já tem autoconhecimento ele precisa começar a buscar fontes diferentes de informação. “A busca online ajuda a encontrar informações sobre as empresas, mas o profissional não deve usar apenas essa fonte”, diz Prates.

Uma alternativa é conversar com pessoas que hoje atuam nas organizações e setores que são admirados pelo profissional. “Verifique se você conhece alguém ou mesmo se há algum intermediário que poderá te conectar a outros profissionais. Assim você vai entender como é trabalhar naquele loca, como é o dia a dia, o clima organizacional, além dos pontos de afinidade entre você e a cultura da empresa etc.”, sugere o gerente de carreiras.

Lembre-se de não disparar o currículo para todas as empresas. Nesse processo, a ideia é fazer um filtro quanto às opções existentes e ganhar maturidade em relação ao que deseja fazer e onde quer trabalhar.

3. Revise seu portfólio e perfis nas redes

Após montar essa lista de companhias onde gostaria de trabalhar e falar com os funcionários que nelas atuam, o profissional deve começar a revisar todo o seu material de candidatura, como currículo, carta de apresentação e portfólio.

Em seguida, é importante refletir sobre o posicionamento da sua marca pessoal: é o caso de avaliar seu perfil em sites e redes sociais como o LinkedIn.

O especialista chama a atenção para que o profissional desconstrua a ideia de que não tem nada relevante para incluir no seu currículo. “Se não possui nenhuma experiência profissional prévia, lembre-se de que ainda assim é possível contar sua história e descrever por quais desafios passou, mesmo no meio acadêmico ou no esporte, por exemplo”, afirma.

4. Treine seu discurso e comece a se candidatar

Outra coisa muito importante é treinar a forma como vai se apresentar. Um exercício inicial é ser capaz de contar a sua história em apenas cinco minutos, diz Prates. “Seguir essa estrutura, com limite de tempo, te permite ressaltar aquilo que é mais relevante dentro de cada passagem ou experiência sua, sem deixar seu discurso maçante”, explica. 

Feito isso, é preciso começar o processo de candidatura. “Mas não se trata unicamente de enviar seu currículo e aguardar uma resposta. Tem muita gente fazendo a mesma coisa. Vá atrás dos profissionais e mande uma mensagem dizendo que tem interesse em conhecer mais sobre a organização onde eles atuam. Por incrível que pareça, as pessoas adoram isso e a chance de você conseguir marcar um café é alta, pois todos gostam de ver interesse e proatividade”, diz o gerente de carreira. 

Segundo ele, essa interação é  muito positiva porque, além de aprender mais sobre a empresa, o profissional cria multiplicadores: cada um deles vai espalhar sobre ele por aí e indicá-lo quando souber de uma vaga.

5. Drible o nervosismo e saiba dialogar na hora da entrevista

A próxima etapa natural depois de seguir esses passos é ser chamado para o processo seletivo e o maior problema costuma ser o nervosismo. Um jeito de driblá-lo é encarar a entrevista de emprego de uma forma diferente. “Esqueça o objetivo final, foque na preparação e tenha a consciência de que essa é uma ótima oportunidade para fazer um exercício de autoconhecimento. Você terá uma clareza maior sobre como está se posicionando no mercado de trabalho, quais habilidades tem ou não, quais gostaria de desenvolver, etc”, explica Prates. 

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Também é importante entender que a entrevista não se trata de um monólogo, mas sim de um diálogo, no qual o recrutador entende se o profissional faz sentido para aquela determinada posição, ao mesmo tempo que o candidato deve avaliar se aquela empresa é o lugar onde quer se desenvolver.

“Ou seja, também é importante você ter estudado o perfil do entrevistador e da organização, além de preparar suas perguntas — como, por exemplo, qual o objetivo da vaga para a qual está aplicando, por que a área existe na empresa, como ela contribui para o negócio, se quem está te entrevistando gosta de trabalhar lá e qual o seu dia a dia, etc”, orienta o especialista.

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