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Finanças pessoais

Duas opções onde a reserva de emergência rende mais do que na poupança

O Tesouro Selic e os fundos DI permitem resgate a qualquer momento e protegem bem o dinheiro com rendimento atrelado à taxa básica de juros

  • PorFabiane Ziolla Menezes
  • 18/09/2017 19:30
Tanto os fundos DI quanto o Tesouro Selic rendem mais do que a poupança. Só é preciso cuidar com a taxa de administração — e aí a dica é fugir dos grandes bancos. | Marcos SantosUSP Imagens/Fotos Públicas
Tanto os fundos DI quanto o Tesouro Selic rendem mais do que a poupança. Só é preciso cuidar com a taxa de administração — e aí a dica é fugir dos grandes bancos.| Foto: Marcos SantosUSP Imagens/Fotos Públicas

O destino da reserva de emergência, aquela que você pode precisar a qualquer momento e que precisa estar sempre à mão, costuma ser a poupança. O problema é que a taxa básica de juros está em trajetória de queda e, no início deste mês de setembro, acionou o gatilho dos 8,5% ao ano, que faz com que a poupança renda menos: 70% da Selic mais TR.

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Corretoras independentes como a Rico e a Empiricus, e a plataforma de gestão automatizada de investimentos Verios, indicam como melhores opções para o bolso o Tesouro Selic e os fundos DI. Ambos permitem o resgate a qualquer momento e protegem bem o dinheiro com rendimento atrelado à taxa básica de juros.

Só é preciso cuidar com a taxa de administração — e aí a dica é fugir dos grandes bancos. Boa parte das corretoras independentes não cobra taxa para operações com o Tesouro e algumas já oferecem taxas abaixo os 0,5%. Reduzir a mordida dos gestores nessa reserva tão importante é crucial.

Tesouro Selic, o campeão da segurança

Como já foi falado várias vezes aqui em Livre Iniciativa, o Tesouro Direto é a melhor maneira de começar a investir

Títulos públicos são ativos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional para financiar a dívida pública do país. É o jeito de o governo pegar dinheiro emprestado diretamente do cidadão, remunerando-o muito bem por isso: até três vezes mais do que a poupança, dependendo do título escolhido. Serve de motor para o surgimento de corretoras e instituições cada vez mais descomplicadas e econômicas, e agrega investidores ano após ano.

O Tesouro Selic é ainda mais seguro do que a poupança, afinal é um título público, e tem rentabilidade diária — o milagre dos juros sobre juros acontece todo dia —, atrelada à taxa básica de juros.  “Isso faz com que sua rentabilidade seja melhor do que a da poupança, mesmo com desconto de imposto de renda. No caso da poupança, a rentabilidade depende da data de aniversário”, observa o planejador financeiro da Empiricus, Walter Poladian Filho.

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O resgate é efetuado no dia seguinte à solicitação. “Ah, então não é tão imediato assim!”. Pense bem: quantas “emergências” não podem esperar pelo pagamento no dia seguinte, mesmo que um cartão de crédito ou um cheque tenha que ser usado ali na hora do aperto?

Diferentemente da poupança, investir no Tesouro Direto envolve custos, a começar pelas taxas de custódia, de 0,3%, e de administração, que pode ou não ser cobrada pela instituição financeira que intermedeia a aplicação. Há também a incidência de imposto de renda no resgate do recurso, que segue uma tabela regressiva, com alíquotas que começam em 22,5% e vão caindo até alcançar 15%  para aplicações acima de dois anos. Ou seja, quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota cobrada.

Mesmo com esses custos envolvidos, porém, o rendimento desse tipo de aplicação é melhor do que o da poupança. É preciso apenas ter cuidado com a taxa de administração, que citamos acima. Boa parte das consultorias independentes não cobra essa taxa ou cobra algo menos do que 1% ao ano. Qualquer cobrança maior do que isso para aplicações em títulos públicos é desaconselhada pelos especialistas.

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Segundo uma simulação da Vérios, quando a Selic ficar abaixo dos 7%, considerando a melhor das situações para a boa e velha poupança, ela pode render um pouco mais (mas só um pouquinho) que o Tesouro Selic. A simulação da plataforma é com R$ 5 mil. Aplicado no Tesouro Selic, esse dinheiro renderá cerca de 6,70%, ou R$ 335 (na verdade é mais do que isso, porque a rentabilidade do título é diária). Após um ano, o Leão ficaria com R$ 58,63 desse rendimento. Assim, o saldo final líquido da aplicação seria R$ 5.276,38. 

Na poupança, o mesmo investimento ficaria em R$ 5.285, apenas R$ 9 a mais. Mas, como alerta a Vérios, estamos falando de uma situação extrema, de Selic bem mais baixa e tempo de investimento em que a alíquota do IR no Tesouro ainda é considerável. Só assim, a poupança renderia um pouquinho mais do que o título. 

Fundos DI têm resgate no mesmo dia

Aqui também a vantagem dos fundos DI dependerá de uma baixa taxa de administração por parte da gestora do fundo. Algumas corretoras independentes já oferecem menos de 0,5%, o que é bastante atraente em tempos de Selic e inflação em baixa.

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No caso dos fundos DI, a rentabilidade também é diária e o resgate do investimento acontece no mesmo dia da solicitação. Aqui, o rendimento também é tributado segundo uma tabela regressiva do IR. Ou seja, quanto mais tempo aplicado o dinheiro, menor será a alíquota aplicada ao rendimento no momento do resgate.

Tanto no caso do Tesouro Selic quanto no caso dos fundos DI, o rendimento pode chegar próximo de 100% do CDI (a taxa de juros dos empréstimos realizados entre bancos e que também é referência para aplicações de renda fixa). No caso da poupança, um cálculo da Empiricus, mostra que, na última década, esse tipo de investimento nunca ultrapassou o CDI.

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