Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
  • Ícone FelizÍcone InspiradoÍcone SurpresoÍcone IndiferenteÍcone TristeÍcone Indignado
As irmãs Rafaela e Camila Camargo, sócias-proprietárias da Cookie Stories: negócio que começou na Copa de 2014 deve faturar R$ 1,5 milhão em  2018 com abertura da terceira loja. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
As irmãs Rafaela e Camila Camargo, sócias-proprietárias da Cookie Stories: negócio que começou na Copa de 2014 deve faturar R$ 1,5 milhão em 2018 com abertura da terceira loja.| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Para atender a demanda e manter controle de qualidade e padronização dos produtos, a marca de biscoitos artesanais Cookie Stories investiu R$ 70 mil em uma fábrica própria, no bairro Portão, em Curitiba. Em funcionamento desde a primeira semana de março, o espaço tem capacidade para produzir 850 cookies por dia, quase dez vezes mais do que era possível até três meses atrás na tímida cozinha da primeira loja da marca, na Rua Moysés Marcondes, no Juvevê.

LEIA MAIS >> Ela já foi boia-fria e hoje fatura milhões de reais com franquia de bolos artesanais

Quatro funcionários tocam a produção no espaço de 180 metros quadrados, sendo 100 metros quadrados de área construída. “A cozinha ficou pequena para produzir, estocar e preparar os pedidos da loja. De 100 cookies, conseguimos passar para 500”, contam as irmãs Camila e Rafaela Camargo, sócias-proprietárias da Cookie Stories. Com o respiro, um turno é dedicado à manutenção dos estoques de cookies, que são congelados e enviados nestas condições às lojas, para serem assados na hora, e outro turno para a produção dos demais produtos frescos.

O objetivo é atingir em breve a marca de 2 mil cookies por dia. “O bom da fábrica é que, além de ter capacidade para crescer com as nossas ideias, podemos testar coisas novas. Isso permite um melhor custo de insumos, pois aumentou a capacidade de estoque e melhorou a negociação com fornecedores”, diz Rafaela.

A fábrica atenderá também à demanda da segunda loja, recentemente inaugurada dentro da Vila Yamon, no Alto da Glória, e incentivou a abertura da terceira unidade. Até o final de julho ela deve abrir as portas em um imóvel na Avenida Vicente Machado, no Centro da cidade, com o conceito to go. A marca também atende por meio de aplicativos de delivery.

Com as novas casas e o aumento da produção, a expectativa da Cookie Stories é mais que dobrar o faturamento registrado em 2017, de R$ 600 mil. A meta é fechar o ano de 2018 com um volume de R$ 1,5 milhão em vendas.

Loja da Cookie Stories. Divulgação/Cookie Stories

Café servido em copinho de cookie responde por 15% das vendas

A mais famosa atração da Cookie Stories é o cookie shot: o biscoito em formato de copo recebe uma camada de chocolate e dentro dele é serviço café ou chocolate quente, a partir de R$ 10. “Os clientes acham o máximo poder tomar um bom café e ainda comer o copinho. Atribuímos a ele o surpreendente sucesso da marca desde o primeiro dia de operação, quando abrimos as portas para atender no máximo 50 pessoas e tivemos de dar conta do triplo de público”, comemora Camila.

Cookie shot, o carro-chefe da Cookie Stories.Luiz Cesar Mello Junior/Cookie Stories

O jeito diferente de servir a bebida e o biscoito com gotas de chocolate foi inspirado na criação do chef Dominique Ansel, com a diferença que o shot que o confeiteiro francês comercializa em sua loja em Nova York é preenchido de leite puro, bem ao paladar norte-americano. Somente de cookie shots são comercializadas 1,8 mil unidades ao mês, uma média de 60 por dia.

A Cookie Stories vende ainda os tradicionais cookies com gotas de chocolate e os recheados, em diversos sabores, além de brownies, bolos, tortas e salgados, assim como cafés e outras bebidas. “Todos os alimentos têm ingredientes naturais, com preparos desenvolvidos e testados por nós, com exceção do pão de queijo, mas que logo deverá ganhar receita exclusiva da casa”, adianta Camila. O ticket médio é de R$ 23,50.

Franquia da Cookie Stories deverá ser implantado em 2019

Em princípio, as irmãs empresárias Camila e Rafaela têm planos de abrir apenas mais uma loja própria em Curitiba, em formato to go, porém sem previsão de data ou local. O foco, a partir do segundo semestre deste ano, será o estudo e avaliação de planos de negócios para ingressar no modelo de franquias em 2019. A lista de espera é grande. Dos cerca de 50 interessados, a dupla acredita que ao menos dez licenças deverão ser concretizadas.

“Recebemos mensagens por e-mail quase todos os dias pedindo por informações sobre a franquia. A maioria está em São Paulo e Santa Catarina, que são praças completamente viáveis. Outra boa parte está em Brasília, mas dependerá do modelo que será adotado: se assumiremos os custos de envio dos produtos prontos e congelados ou se abriremos nossas receitas, que são nosso trunfo, para produção local”, revelam.

Negócio iniciou na última Copa, com venda online e faturamento mensal de R$ 2,5 mil

Naturais de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, as irmãs Camila e Rafaela moram em Curitiba há mais de 20 anos e iniciaram o negócio há quatro, nesta mesma época, durante a Copa do Mundo do Brasil. Rafaela aprendeu a fazer cookies no período de seis meses de intercâmbio que passou nos Estados Unidos, em 2004, sem qualquer pretensão de ganhar dinheiro com os biscoitos artesanais.

Dez anos depois e formada em Economia, Rafaela tinha acabado de trocar de emprego, mas era um trabalho ao qual não conseguia se adaptar. Camila estava desempregada, fazendo curso de chef de cozinha. “Foi aí que tivemos a ideia de ter um negócio próprio e unimos nossos conhecimentos”, conta Rafaela. Juntas, desenvolveram oito sabores de cookies e criaram nome, site, embalagens e logo. Durante os primeiros três meses, a produção era em casa, com a ajuda da mãe, Hilda – que hoje comanda a cozinha da fábrica –, e as entregas feitas com o carro da família. Depois, foi necessário alugar uma cozinha industrial para dar conta dos pedidos do e-commerce.

As vendas online aconteceram de meados de 2014 até dezembro de 2016, com lucro zero nos dois primeiros anos, chegando a um faturamento mensal de R$ 2,5 mil no terceiro. Mas não era o suficiente. Para alavancar os negócios, Rafaela largou o emprego e assumiu o negócio integralmente ao lado de Camila. Com ajuda financeira da família, nasceu a primeira unidade física da Cookie Stories. “Abandonamos as vendas online e recriamos a identidade visual, que ficou bem mais adulta e profissional.” Com as três unidades e a fábrica própria o investimento total foi de R$ 365 mil.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]